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Economia

PIB dos EUA cresce 3,8% no 3� trimestre

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| Iuri Dantas Folhapress Washington, EUA - O desempenho da economia norte-americana voltou a surpreender o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,8% no terceiro trimestre deste ano (taxa anualizada), acima do esperado por analistas. Em conseqüência, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 1,69%, e a Nasdaq, em que são negociadas ações de empresas de tecnologia, avançou 1,26%. O mercado financeiro brasileiro também respondeu positivamente aos números do PIB dos Estados Unidos na última sexta-feira: o dólar recuou, e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu. O comportamento da economia, porém, embute um cenário preocupante no longo prazo. Pela primeira vez desde 1932, a poupança dos norte-americanos registrou índice negativo, o que demonstra a propensão dos consumidores a usar seus depósitos para a compra de produtos. Quase dois terços do PIB dos Estados Unidos se baseiam no consumo. Mesmo diante de números mais alentadores, o Federal Reserve (o banco central norte-americano) deve manter sua contínua alta de juros, atualmente em 3,75% ao ano. No mês passado, a inflação avançou 1,2%, a maior alta dos últimos 25 anos, basicamente por conta do alto preço do petróleo e de seus derivados. De acordo com o Departamento do Trabalho, a compra de equipamento e programas de computador, gastos governamentais e investimentos em habitação (reformas) foram os principais responsáveis pelo crescimento no terceiro trimestre. Segundo o economista Josh Bivens, do Instituto de Política Econômica, os consumidores ainda não foram contaminados pelos altos preços de energia, o que manteve o consumo em alta. Os gastos pessoais cresceram 3,9% no trimestre passado, contra 3,4% de abril a junho. O dinheiro para esses gastos veio de empréstimos ou de poupanças pessoais, de acordo com Bivens. ?Acho que menosprezamos a capacidade dos americanos de emprestar para fazer compras. Essa poupança negativa, porém, é algo muito ruim e não vai durar muito tempo?, avaliou. Reservas Desde que o Banco Central (BC) voltou a comprar dólares no mercado de câmbio, as reservas do governo em moeda estrangeira cresceram US$ 2,8 bilhões. Na sexta, de acordo com informações do BC, essas reservas chegaram a US$ 59,810 bilhões. No início do mês, o Banco Central retomou as intervenções no câmbio, suspensas desde março, com o objetivo declarado de reforçar as reservas internacionais. De lá, saem os recursos para os pagamentos da dívida externa do governo, por isso sua manutenção é considerada importante para manter o País protegido de choques externos. Mesmo dentro do governo, porém, há quem defenda que as compras de dólares devam servir para impedir uma valorização excessiva do real. A valorização do câmbio torna o preço dos produtos brasileiros menos competitivo no exterior, o que, em tese, prejudica as exportações. O Banco Central ainda não divulgou qual o volume de dólares adquirido pela instituição nas últimas semanas.

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