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Economia

Curso superior, sal�rio nem tanto

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Rio de Janeiro - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) joga um balde de água fria em quem coleciona diplomas com vistas ao mercado de trabalho: as chances de conseguir uma oportunidade crescem de acordo com os anos de escola, mas o salário não se move a partir do diploma universitário. ?A escolaridade livra o indivíduo do subemprego, do desespero, mas os salários não têm mudado muito a partir do nível superior?, diz o economista do IBGE, Reinaldo Pereira, com base em levantamento recente. Os trabalhadores que estudaram por mais de onze anos conseguiram aumento real de 1,7% em ano, o mesmo percentual de quem não tem nenhuma instrução. Para os que ficaram entre oito e dez anos na escola, a renda subiu 4,4%. ganho maior O maior ganho foi para os que não terminaram o primário (4,7%) com um a três anos de estudo. O especialista Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, é mais otimista com relação à eficácia da qualificação de pessoal. ?Para cada ano de estudo, temos um adicional de 12% no salário. E a chance de ficar desempregado é muito menor entre os que estudam mais.? A diferença salarial entre os universitários e os cidadãos sem instrução é grande. O salário médio do brasileiro foi de R$ 974 em setembro. Depois de três meses de crescimento, o rendimento do trabalhador apresentou estabilidade em setembro, na comparação com agosto (R$ 974,90 frente a R$ 974,96).

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