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Economia

Super�vit da balan�a cai 14,8%

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| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online O saldo da balança comercial brasileira atingiu US$ 3,686 bilhões em outubro e acumula US$ 36,350 bilhões nos dez primeiros meses deste ano. No mês passado, as exportações somaram US$ 9,904 bilhões e importações US$ 6,218 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. O saldo positivo de outubro é 14,8% mais baixo que o de setembro (US$ 4,328 bilhões), mas 22,7% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 3,004 bilhões). Os exportadores têm reclamado com o governo que a atual cotação do dólar, abaixo de R$ 2,30, reduz a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, reduzindo margens de lucro ou inviabilizando a assinatura de novos contratos. No acumulado, o superávit de US$ 36,350 bilhões representa crescimento de 29,5% na comparação com o mesmo período de 2004. As vendas ao exterior continuam com um ritmo forte de crescimento (22,1%) mesmo com a cotação do dólar considerada baixa pelos exportadores. As vendas ao exterior somam US$ 96,623 bilhões neste ano, contra importações de US$ 60,273 bilhões ? crescimento de 18,1% no ano. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro, o saldo chega a US$ 41,933 bilhões. As exportações nesse período somam US$ 113,976 bilhões e as importações, US$ 72,043 bilhões. O Ministério do Desenvolvimento prevê exportações de US$ 117 bilhões em 2005. Já os analistas do mercado financeiro prevêem superávit comercial de US$ 42 bilhões. A previsão do Banco Central é de que a balança termine o ano com saldo positivo de US$ 38 bilhões. Aftosa Os números de outubro apresentados pela balança comercial do Brasil ainda podem ser considerados muito positivos já que não refletem, na sua totalidade, o impacto da febre aftosa sobre as exportações. A análise foi feita ontem pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro. ?Em novembro e dezembro, os números deverão mostrar esse impacto de forma mais intensa. Em outubro, quem ainda tinha estoques (de carne), exportou esses estoques?, analisou. Segundo ele, em outubro, a desaceleração nas vendas externas do País foi registrada de forma mais acentuada na quarta semana do mês em conseqüência, sobretudo, do acirramento da greve dos auditores fiscais da Receita. Mas, conforme frisou, os embargos à carne brasileira, decorrentes da descoberta dos focos da doença em Mato Grosso do Sul, contribuíram também para a redução do ritmo exportador.

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