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Ind�stria est� menos otimista para 2006

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| Patrícia Duarte O Globo A indústria brasileira vai manter o mesmo nível de investimento de 2005 no ano que vem, com a perspectiva de que a demanda de consumo não se aquecerá no curto prazo. De acordo com pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), apenas 28,9% das empresas pretendem acelerar suas compras de máquinas e equipamentos, o que, na média, indica manutenção do nível de investimento. ?O empresário nacional está pouco otimista sobre o futuro da economia brasileira?, afirmou o coordenador da unidade de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, mesmo reconhecendo que a tendência de queda na taxa de juros e o fato de 2006 ser ano eleitoral, com mais investimentos por parte dos governos, podem melhorar esse cenário. A sondagem da CNI mostra que dos investimentos planejados pelas empresas do setor no primeiro semestre de 2005 apenas 30% realizaram seus projetos. Quase 20% delas fizeram adiamento para o segundo semestre, sendo que 16,9% postergaram por tempo indeterminado. De acordo com a CNI, esse cenário deveu-se ao desaquecimento econômico neste ano e pelo baixo otimismo em relação ao crescimento da demanda. Como exemplo, 28,9% das empresas consultadas transferiram as perspectivas de compras de máquinas e equipamentos para o próximo ano, percentual menor do que os 40% das empresas que mostraram a mesma expectativa na sondagem anterior, em outubro de 2004. A sondagem da CNI foi feita em outubro e ouviu 1.458 empresas, sendo 204 grandes e 1.254 pequenas e médias. Não existem dados quantitativos sobre os investimentos, apenas qualitativos. O levantamento indicou ainda que as empresas exportadoras vão reduzir suas compras de máquinas e equipamentos no próximo ano, devido sobretudo ao fortalecimento do real frente ao dólar nos últimos meses, que acabou afetando a competitividade do produto nacional no exterior. Neste caso, os setores que menos investirão são o de madeira e couro e peles. ?Em 2006, estamos esperando que o nível de atividade se manterá (em relação a 2005) ou crescerá mais um pouco?, afirmou Fonseca. A CNI calcula que o PIB nacional crescerá 3,5% este ano, sendo que a indústria expandirá 4,4%. Foi constatado que a atual capacidade produtiva é adequada para a demanda de 2006, o que explica ainda o não crescimento dos investimentos em 2006.

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