Economia
Safra 2005/06 pode crescer at� 10%
| PATRÍCIA ZIMMERMANN Folha Online A Companhia Nacional de Abastecimento, vinculada ao Ministério da Agricultura (Conab) estima crescimento de 7,7% a 10% para a safra 2005/06 em relação à produção deste ano. De acordo com o primeiro levantamento para a próxima safra, a produção brasileira de grãos deve ficar entre 121,5 milhões e 124,8 milhões de toneladas. Já a safra 2004/05 ficou em 113,5 milhões de toneladas. O recorde histórico registrado pelo Brasil foi em 2002/03, quando a safra atingiu 123,2 milhões de toneladas. Caso as previsões mais otimistas sejam atingidas, existe a possibilidade de que esse recorde seja quebrado na próxima safra. A área plantada, no entanto, será reduzida entre 3,4% e 5,7%. Os técnicos da Conab, que entrevistaram 2.400 produtores, cooperativas e órgãos públicos e privados entre os dias 17 e 21 de outubro, estimaram que a próxima safra contará com uma área cultivada de 46,08 milhões a 47,21 milhões de hectares. Na safra atual, a área plantada foi de 48,87 milhões de hectares. De acordo com a Conab, a produção de soja deve crescer entre 11% e 14,6% na próxima safra. Por outro lado, devem registrar queda a produção de arroz (-12,6% a -9,4%), algodão (-31,8% a -24,6%) e trigo (-16,4%). O primeiro levantamento da próxima safra aponta para uma produção entre 56,7 milhões e 58,6 milhões de toneladas de soja, apesar de uma previsão de redução da área plantada do grão de 7,8% a 4,8%. O aumento da produtividade em 14,6% permitirá que a produção aumente, mesmo com menos terreno semeado. De acordo com a Conab, nos últimos 15 anos a produção de grãos do País cresceu cinco vezes mais que a área plantada, devido aos avanços tecnológicos e à profissionalização do produtor rural. Soja A área plantada com soja na safra 2005/06 deverá ficar entre 21,480 milhões e 22,177 milhões de hectares. A queda em termos percentuais deverá ficar entre 7,8% e 4,8%, em relação à safra anterior, 2004/05, quando os produtores destinaram 23,301 milhões de hectares ao plantio da oleaginosa. Em números absolutos, a queda na área ficará entre 1,820 e 1,123 milhão de hectares.