Economia
Subs�dio brasileiro � um dos menores
| BBC BRASIL O Brasil concede ?relativamente pouco? subsídio aos seus agricultores, aponta um estudo inédito sobre a política agrícola brasileira feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O apoio ao produtor brasileiro somou 3% do valor bruto das receitas agrícolas entre 2002 e 2004, de acordo com o relatório, abaixo de países como a Austrália (4%) e muito aquém da média dos 30 países da OCDE (30%). O maior nível de subsídios é fornecido para a importação de farinha, milho, arroz e algodão, girando entre 6% e 17%. Ainda segundo o levantamento, os subsídios aos agricultores respondem por cerca de 75% do apoio total ao setor, sendo o restante concedido para serviços gerais como pesquisa, treinamento e desenvolvimento da infra-estrutura rural. ?O baixo nível de apoio ao produtor reflete a transformação radical da economia brasileira que ocorreu nos últimos 15 anos?, diz a OCDE. PRODUTIVIDADE ?O abandono das políticas de substituição de importação permitiu que a agricultura crescesse rapidamente (...) O crescimento agrícola tem sido atribuído à melhora da produtividade e aos preços menores de produtos importados, com o aumento da área agrícola sendo um fator mais recente.? O relatório da OCDE destaca que a produção agrícola brasileira se destina mais ao mercado interno ? atualmente 25% da produção agrícola vai para fora do País. Mas o texto reconhece o recente ?boom? das exportações agrícolas brasileiras e diz que ele está associado à mudança na ?composição e direção do comércio?. Ao invés de ?produtos tradicionais?, como café e suco de laranja, o País passou a vender mais soja, açúcar e carne, especialmente de galinha e de porco. Quanto ao destino das exportações, o relatório diz que os países da OCDE ?ainda são muito importantes, com mais de 40% das exportações agrícolas indo para a União Européia?. O crescimento mais rápido das exportações, contudo, tem sido para países fora da OCDE, principalmente, para China e Rússia, observa o levantamento.