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PIB de Alagoas cresce 2,8% em 2003

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| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia O Produto Interno Bruto de Alagoas cresceu acima da média nordestina e da média brasileira em 2003. É o que apontam as Contas Regionais levantadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Estado (Seplan). De 2002 para 2003, o conjunto de riquezas produzidas no Estado teve variação positiva de 2,8%, enquanto o PIB brasileiro cresceu apenas 0,5% e o do Nordeste 2,3%. O resultado alagoano foi impulsionado pelo bom desempenho nas exportações de dois segmentos industriais: o do setor químico e o do setor sucroalcooleiro. Em 2003 as vendas externas de Alagoas tiveram incremento de 20,85% em relação a 2002, totalizando US$ 360 milhões em negócios conforme informa os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Só as exportações de açúcar, álcool e melaço abocanharam US$ 314 milhões desse montante financeiro. A comercialização de produtos químicos, por sua vez, foi responsável por US$ 37,7 milhões da receita total. ?Por outro lado, o PIB nacional em 2003 registrou um dos menores índices de crescimentos da história. Aquele foi o primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decorrente dos impactos negativos da política monetária sobre o crédito e o nível da atividade econômica, visando ao controle da inflação?, explica o economista José Cândido do Nascimento, que faz parte da equipe da Secretaria do Planejamento. Considerando sua taxa de crescimento, Alagoas configura no 4º lugar no ranking formado pelos estados nordestinos e 16ª classificação nacional. Contudo, esse crescimento não alterou a posição do Estadono ranking formado pelos PIBs brasileiros, no qual permanece na 21ª colocação tal qual estava no ano de 2002. A participação alagoana no conjunto de riquezas do País também permanece inalterada. Alagoas contribuiu apenas com 0,7% do PIB brasileiro e sua renda per capita ainda é 25ª do País, mesmo tendo crescido de R$ 3.012 em 2002 para R$ 3.505 em 2003. O PIB per capita do Estado só está acima do de Tocantins, com média de R$ 3.346, Piauí, com R$ 2.485 e Maranhão, com R$ 2.354. Vale ressaltar que a média de renda nacional foi de R$ 8.694 em 2003. Em termos de participação no PIB brasileiro, Alagoas está à frente de Rondônia (0,5%), Piauí (0,5%), Tocantins (0,3%), Amapá (0,2%), Acre (0,2%) e Roraima (0,1%). Mas, segundo Nascimento, o levantamento de 2004 deve apresentar resultados mais positivos, tendo em vista que o Brasil apresentou taxa de crescimento maior. ### MS lidera crescimento do PIB com cultivo de grãos O crescimento da produção de soja de 23% e da produção de milho de 34% favoreceu o desempenho econômico de todos os estados da fronteira agrícola em 2003, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O plantio e o cultivo de grãos levaram a um aumento na taxa de crescimento real (em volume) destes estados. O melhor resultado foi alcançado por Mato Grosso do Sul, com crescimento real de 7,8%, influenciado pela produção de soja e milho. Além do crescimento da produção, o resultado foi afetado pela fraca base de comparação de 2002, quando o desempenho do Mato Grosso do Sul ficou abaixo dos demais estados da fronteira agrícola. A soja alavancou o desempenho do Estado do Piauí, que registrou uma taxa de crescimento real de 6%, a melhor desde 1994. O cultivo da soja cresceu 238% em 2003 no Estado e já representa o terceiro produto mais importante do Piauí. Os efeitos da produção de soja atingiram também o Maranhão. O Estado teve o segundo melhor resultado desde 1993 e o quarto de toda a série. A soja é hoje o produto mais importante da agricultura do Estado. Se no Mato Grosso do Sul o avanço na taxa de crescimento real foi motivado pela agropecuária, Amazonas (6,4%) e Acre (5,8%) que tiveram o segundo e o quarto melhores resultados foram alavancados pela indústria. O Amazonas cresceu impulsionado pela indústria de transformação, com taxa de crescimento de 10% este ano, com destaque para o setor de eletroeletrônicos, que cresceu 55%. O setor industrial representa 50% da economia amazonense e acumulou expansão de 550% no acumulado da série (1985-2003). SUDESTE O resultado das Contas Regionais revela que os quatro estados mais ricos do País, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentravam, em 1985, 66,3% do PIB, passaram a concentrar 61,5% em 2003. Essa é a mais baixa participação na série iniciada em 1985. São Paulo foi o Estado que mais contribuiu para esse resultado e teve em 2003 a participação no PIB mais baixa de toda a sua série, 31,8% ? era de 32,6% em 2002. Em seguida aparece o Rio de Janeiro, cuja participação no PIB caiu de 12,6% para 12,2%. O resultado do Estado, entretanto, ainda é seu quarto melhor desde 1985. Segundo o coordenador de Contas Regionais, Frederico Cunha, diversos fatores explicam a perda de participação do Estado de São Paulo nos últimos anos, com destaque para a perda de participação da indústria. Em 2000, a participação do Estado no PIB era de 33,7%. Em 2003, caiu para 31,8%. Em 1985, início da série histórica, a participação da indústria paulista no PIB era de 51,6%. Em 2003, este patamar caiu para 40,4%. De acordo com Cunha, a disseminação de indústrias leves, como as de alimentos, nos demais estados, as políticas de incentivos fiscais e a guerra fiscal contribuíram para maior desconcentração da indústria.

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