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A��car alavanca emprego em S�o Paulo

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| CLARICE SPITZ Folha Oline Os três municípios ?campeões? do emprego industrial no Estado de São Paulo tiveram o mercado de trabalho impulsionado este ano pelo bons resultados do açúcar e do álcool. Sertãozinho (335 km a noroeste da capital), que atualmente lidera o ranking do emprego elaborado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), registrou aumento de 13,16% nos postos de trabalho este ano. Em 2004, porém, sem os efeitos positivos da cana-de-açúcar, o município amargou a 22ª posição entre os que mais contrataram. Piracicaba (162 km a noroeste da capital) e Araraquara (273 km a noroeste da capital) vêm nas segunda e terceira posições no ranking de contratações do Ciesp este ano, também influenciados pela cana. Por outro lado, enquanto o interior vive um boom de emprego, a capital acumula apenas 1,74% de crescimento até setembro. Para o economista-chefe do Ciesp, Carlos Cavalcanti, o crescimento dos empregos nas regiões da cana é reflexo do aumento do preço internacional das commodities, que compensaram a perda de competitividade das exportações brasileiras com o dólar barato. ?Existe um dinamismo no setor que é fruto de planejamento das empresas desde 2004?, afirma. Segundo Cavalcanti, a euforia com o emprego tem tudo para continuar. ?Tudo indica que essa ?onda? veio para ficar pelo menos para os próximos dez anos?, afirmou, citando os custos mais competitivos do álcool em relação ao petróleo, o crescimento dos carros bicombustíveis e a crescente preocupação ambiental. Sertãozinho Com apenas 100 mil habitantes, Sertãozinho é hoje um dos principais beneficiados pelo crescimento da cana-de-açúcar. O município tem seis usinas e responde por 30% da produção nacional de álcool. Os destaques das cerca de 500 empresas de Sertãozinho são, além daquelas ligadas à indústria de bens de capital para construção de usinas e destilarias de álcool, os setores de papel celulose e metal-mecânica. O prefeito José Alberto Gimenez tem um diagnóstico bem simples para o crescimento. ?Se o setor da cana vai mal, nossas indústrias vão mal. E se for o contrário também.?

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