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Bernanke defende meta de infla��o

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| GLOBO ONLINE Ben Bernanke, presidente nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), comprometeu-se ontem em lutar pela estabilidade de preços na maior economia do mundo e a manter o organismo livre de influências políticas. ?Prometo ao comitê que, se for confirmado no cargo, serei independente de qualquer influência política e me guiarei pelo interesse público?, disse ele, um economista de carreira acadêmica conhecida, durante uma audiência no comitê de instituições financeiras do Senado americano, que analisa sua nomeação. Bernanke disse que uma meta de inflação pode ajudar o Fed a alcançar seus objetivos de estabilidade e impulsionar o emprego. ?Estabelecer um objetivo inflacionário a longo prazo pode ajudar a estabilizar essas expectativas e manter a inflação sob controle?, disse Bernanke aos senadores. ?Creio sinceramente que isso produzirá um avanço importante?. Entretanto, o presidente nomeado do Fed disse aos legisladores que não pretende fazer mudanças significativas na instituição, caso seja confirmado para substituir Allan Greenspan, com quem já trabalhou. O presidente nomeado do Fed acrescentou que tanto o déficit fiscal quanto o déficit em conta corrente dos Estados Unidos precisam ser reduzidos. Para Bernanke, os EUA devem se considerar bem afortunados por ter tantos estrangeiros com boa vontade para comprar títulos da dívida americana. Bernanke, um republicano de 51 anos, é o atual assessor econômico da Casa Branca, e, após aprovação pelo Senado, deverá assumir no dia 1º de fevereiro o posto mais importante da economia mundial. GREENSPAN O atual presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, afirmou ontem que os Estados Unidos não terão dificuldades para financiar o grande déficit em conta corrente do país, graças à recente valorização do dólar frente às principais moedas internacionais. Greenspan, no entanto, alertou que o déficit não pode continuar crescendo para sempre. ?Até agora, apesar de um déficit em conta corrente superior a 6% do nosso Produto Interno Bruto, nós ? os entes da economia americana ? estamos tendo pouca dificuldade em atrair o capital estrangeiro necessário para financiá-lo, como evidenciou a recente pressão de alta sobre o dólar?, disse.

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