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Governo abate 12 mil animais no MS

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| JOÃO SANDRINI Folha Online O Ministério da Agricultura já confirmou o abate de 12.006 animais suscetíveis à febre aftosa no Mato Grosso do Sul com o objetivo de evitar a contaminação do gado brasileiro. Em comunicado enviado pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano Jr., para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o governo também confirma dois novos focos no Estado ? agora já são 24 propriedades onde a doença foi encontrada. Além disso, Caetano elevou o número de propriedades suspeitas de ter gado com aftosa no Paraná de quatro para nove ? agora há quatro em Loanda, dois em Amaporã, dois em Maringá e um na Grandes Rios. Ministério da Agricultura e o governo paranaense divergem sobre a existência desses focos. Laudo realizado pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) não encontrou a doença no rebanho do Estado, o que levou o governador Roberto Requião (PMDB-PR) a declarar o rebanho local livre de aftosa. Já o governo do Paraná acusa o ministério de pressioná-lo a admitir a existência dos focos. Em audiência na Câmara, o ministro Roberto Rodrigues (Agricultura) afirmou que negar a existência da doença poderia gerar a perda de credibilidade do Brasil no exterior. Novos focos Os dois novos focos em Mato Grosso do Sul confirmados ontem estão localizados em propriedades de Japorã, município com mais casos confirmados. No raio de 25km dos focos encontrados, o Ministério da Agricultura informou à OIE ter inspecionado 810 propriedades que possuem um total de 135.616 animais. Já no Paraná foram visitadas 672 propriedades e verificada a saúde de 89.101 animais suscetíveis. O governo também criou barreiras e restrições para o transporte e venda de gado de cinco cidades sul-matogrossenses e 36 paranaenses. Devido à ocorrência da doença, 49 países suspenderam total ou parcialmente as importações de carne brasileira. Fraude O Ministério da Agricultura desconhece as suspeitas de fraudes na coleta de amostras para análises sobre febre aftosa no gado do Paraná, segundo informou hoje a assessoria de imprensa do órgão. Em nota à imprensa, o ministério comandado por Roberto Rodrigues negou ?de forma veemente? a existência de fraude na coleta. ?Em nenhum momento essa possibilidade foi cogitada?, diz a nota. As suspeitas de fraudes na coleta do material para os exames teriam sido levantadas por um técnico do próprio ministério, segundo reportagem publicada ontem no jornal Valor Econômico. De acordo com a reportagem, as suspeitas seriam de que o sangue enviado para exames no laboratório do Ministério da Agricultura no Pará teriam sido coletados de bezerros fora da idade de vacinação, e não de animais com a suspeita da doença. A assessoria lembrou ainda que técnicos da superintendência do ministério no Rio Grande do Sul chegaram a acompanhar a coleta das últimas amostras no Paraná, depois que os primeiros exames apresentarem resultado negativo. ?As decisões técnicas adotadas pelo ministério sobre esse caso têm embasamento científico e seguem rigorosamente as regras determinadas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)?, afirma a nota.

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