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Nº 5692
Economia

Reajuste de min�rio refletir� demanda

| JANAINA LAGE Folha Online O diretor-financeiro da Vale do Rio Doce, Fábio Barbosa, afirmou na última semana que o reajuste de minério de ferro que a Vale negocia com as siderúrgicas deverá refletir a situação do mercado, com demanda aquecida e aumento

Por | Edição do dia 11/12/2005 - Matéria atualizada em 11/12/2005 às 00h00

| JANAINA LAGE Folha Online O diretor-financeiro da Vale do Rio Doce, Fábio Barbosa, afirmou na última semana que o reajuste de minério de ferro que a Vale negocia com as siderúrgicas deverá refletir a situação do mercado, com demanda aquecida e aumento de custos. Na avaliação da Vale, o mercado deverá permanecer desequilibrado por alguns anos. Em 2005, a empresa obteve reajuste de 71,5%. A discussão para fechamento do reajuste do próximo ano promete ser mais acalorada, com maior grau de organização das siderúrgicas. “É um processo natural de debate. A indústria siderúrgica aperfeiçoa as suas táticas de negociação. Deve prevalecer a situação de mercado”, disse. Segundo o presidente da companhia, Roger Agnelli, a demanda por minério de ferro deverá continuar aquecida em razão do crescimento mundial, puxado pela demanda chinesa. Agnelli destacou a perspectiva de preços elevados para cobre, alumínio, alumina e níquel. “A média histórica deixou de ser referência para o futuro”, disse. Barbosa destacou que a Vale do Rio Doce aumentou sua produção total de minério de ferro e pelotas de 170 milhões de toneladas em 2002 para 250 milhões este ano. No 2006, a companhia pretende aumentar a produção em mais 20 milhões de toneladas. Segundo Barbosa, a Vale sofreu elevado crescimento dos custos operacionais e realizou grandes investimentos. “O esforço da companhia tem que ser reconhecido e incentivado”, disse. Efeito cambial A apreciação do real teve papel decisivo no aumento dos custos. Segundo Barbosa, a indústria de mineração como um todo investiu US$ 33 bilhões, o que representa aumento de quase 50% em comparação com o aplicado há dois anos. Cerca de 70% dos custos da Vale são denominados em reais e 85% da receita, em dólares. Este deverá ser um argumento a mais na negociação com os clientes. O aumento dos preços do minério de ferro tem impacto sobre os preços do aço e de produtos acabados, o que acaba tendo impacto sobre a inflação. Quanto ao debate com o governo, Barbosa afirma que a agenda da Vale ultrapassa a questão cambial. Entre os pontos de destaque, a companhia cobra do governo maior agilidade na concessão de licenças ambientais, consideradas um dos maiores entraves à realização de novos projetos em razão da demora para liberação. “O meio ambiente não pode segurar o desenvolvimento do País”, afirmou Agnelli. Ele destacou que as licenças precisam ser obtidas com maior rapidez. Alguns projetos da Vale do Rio Doce foram afetados pelo atraso na análise para concessão de licenças, como o 118 (Pará) e a construção de uma usina siderúrgica no Maranhão. Rating O presidente da Vale defendeu ainda um aumento da avaliação de risco da companhia, que foi a primeira empresa de capital integralmente nacional a obter o chamado grau de investimento. Segundo o diretor-financeiro da Vale, os números da companhia permitiriam elevação para o patamar A ou AA. “Estamos mostrando no balanço uma estrutura financeira extremamente sólida”, afirmou. Segundo Agnelli, a melhora da nota de risco resultaria em menor custo de capital, aumento do valor de mercado, mais investimentos e exportações.

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