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Economia

Movimento tur�stico cresce 15% em Macei�

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Por | Edição do dia 11/12/2005 - Matéria atualizada em 11/12/2005 às 00h00

PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Após a inauguração do Centro de Convenções e do novo aeroporto este ano, Alagoas vem mostrando performance positiva nos negócios turísticos. O fluxo de passageiros na capital alagoana registrou aumento de 15,02% de janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. É o que indicam os dados recentes da Infraero – empresa pública que administra 66 aeroportos brasileiros. No acumulado dos dez meses de 2005, 622,6 mil passageiros desembarcaram no Aeroporto Zumbi dos Palmares para visitar Maceió, contra 541,3 mil em 2004 visitantes de 2004. A alta no movimento de turista em Alagoas foi alavancada pelo turismo doméstico, tendo em vista que o número de passageiros internacionais vem sofrendo um decréscimo no Estado – foram 22,2 mil até outubro de 2003, contra 21,2 mil em 2004 e 20 mil em 2005. O crescimento do Estado ficou levemente abaixo do registrado nacionalmente, de 17,1%. Foram 79,3 milhões de passageiros transportados até outubro deste ano, contra 67,7 milhões no mesmo período em 2004. Segundo a Infraero, nos vôos domésticos, o crescimento foi de 17,5%, passando de 58,5 milhões de embarques e desembarques de janeiro a outubro de 2004 para 68,8 milhões no mesmo período deste ano. A movimentação nacional de passageiros provenientes de vôos internacionais cresceu 14,3%, passando de 9,1 milhões nos primeiros dez meses de 2004 para 10,5 milhões no mesmo período deste ano. Região O desempenho de Alagoas foi positivo, e segue o ritmo de retomada de novos investimentos tanto na infra-estrutura pública quanto na rede hoteleira – como se poderá ler nas páginas a seguir. Proporcionalmente, ainda está abaixo do incremento, verificado em estados vizinhos como Aracaju, que obteve alta de 51,55% até outubro, João Pessoa, com 42,67%, Teresina com 33,23% e Fortaleza com 20,54%. Contudo, o Estado permanece como o quinto destino mais procurado na região nordestina e tem grande potencial para crescer, levando em consideração as suas belezas naturais. Numericamente, Alagoas tem fluxo de passageiros menor do que Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Nas páginas seguintes, o leitor saberá o que levou Maceió a registrar alta no movimento turístico até outubro, na visão de especialistas e autoridades. Saberá também o que pode ser realizado para o Estado ganhar ainda mais espaço no mercado da região e quais os investimentos privados previstos. ### Expansão de rede hoteleira requer incentivo Segundo Márcio Coelho, presidente do Maceió Convention & Visitors Bureau e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (Abih/AL), o incremento registrado no fluxo de turistas brasileiros na capital alagoana se deve às várias ações desenvolvidas pelas entidades turísticas alagoanas em parceria com as secretarias de Turismo Municipal e Estadual. “Temos realizado parcerias com estados vizinhos e feito divulgações dos nossos roteiros turísticos no eixo Sul-Sudeste”, afirma Coelho, também empresário do segmento hoteleiro do Estado. Na sua opinião, a retração verificada no fluxo de turistas estrangeiros em Alagoas se deve à valorização do Real frente ao dólar no mercado de câmbio. “A alta cotação da moeda americana desestimula a vinda dos estrangeiros porque tudo fica referencialmente mais caro para os turistas”, diz Márcio Coelho, mencionando que o turismo internacional de Alagoas sempre atraiu um público dos países do Mercosul, sobretudo os argentinos. “Se o dólar subir um pouco, a tendência é de haver uma recuperação no movimento turístico internacional”, completa. Rede hoteleira De acordo com Coelho, é preciso expandir a rede hoteleira local para suprir a demanda turística que deve aumentar nos próximos anos. “Por outro lado, ainda precisamos investir mais na infra-estrutura, ampliando o abastecimento de água e a rede de tratamento de esgoto, por exemplo”. O presidente do Maceió Convention & Visitors Bureau também menciona a necessidade de se investir na duplicação de rodovias, como as vias que ligam Barra de Santo Antônio-Maceió- Barra de São Miguel, interligando o Litoral Norte com a capital e o Litoral Sul. Na visão de Márcio Coelho, os investimentos na infra-estrutura, somados a uma política de incentivos fiscais voltada para o setor turístico, contribuem para atração de novos investimentos de grupos hoteleiros no Estado. PM ### Oferta de leitos terá incremento de 40% até 2007 A capacidade instalada de hospedagem de Maceió deve aumentar 40% até 2007. É o que garante o secretário municipal de Turismo, Carlos Gatto. “Há vários empreendimentos turísticos previstos para ser construídos no Estado que prometem desaforgar a demanda reprimida de Alagoas”, afirma. O secretário muncipal de Turismo menciona que há dois resorts anunciados no povoado de Ipióca, litoral norte de Maceió. “Um deles é de um grupo italiano chamado Bravo Club, com cerca de 200 apartamentos”, enumera Gatto. “Além disso, na Praia da Sereia, um grupo de investidores alagoanos pretende investir em um hotel com 190 apartamentos”, completa. Carlos Gatto conta que o grupo controlador do Salinas Maragogi também está investindo em um novo hotel em Maceió, no bairro de Ponta Verde e que a rede francesa Accord está em fase de estudo de viabilidade econômica para abertura de dois novos hotéis na capital alagoana. “Outro com a bandeira Ibis e outro com a bandeira Mercure”. Segundo Gatto, uma rede mexicana de hotéis também está em busca de terreno em Maceió para realizar investimentos na construção de um novo hotel. Além dessa injeção de capital prevista, o secretário de Turismo destacou a reabertura do Hotel do Sol, localizado no bairro da Pajuçara, e relembra o recente anúncio da companhia aérea BRA, que também vai abrir um novo empreendimento hoteleiro no bairro de Stella Maris. Operadoras Além da captação de novos investimentos na rede hoteleira, Carlos Gatto, frisa que é necessário fazer traçar novas parcerias com operadoras turísticas internacionais. “Essa retração que verificamos nesses últimos anos no movimento de turistas estrangeiros está relacionada com o cancelamento de vôos fretados que mantínhamos com a Air Luxor, suspensa em 2004”, analisa. “A empresa portuguesa primeiro diminuiu o número de vôos da Europa para Maceió até suspendê-los de vez. Era um vôo semanal com mais de 200 passageiros”, rememora. “Historicamente, sempre nos voltamos para o mercado do Mercosul. Nunca buscamos cativar o turista europeu, até porque tínhamos dificuldades estruturais como estrangulamento da capacidade da rede hoteleira e a ausência de um aeroporto internacional”, afirma Gatto. Segundo ele, antes da inauguração do novo aeroporto, o procedimento alfandegário no antigo aeroporto podia levar até seis horas para ser executado. “Agora que superamos essas dificuldades, estamos apostando na retomada do intercâmbio com as operadoras européias para aumentar o número de turistas do continente em Alagoas”, afirma, mencionando as novas parcerias firmadas com a portuguesa Terra Brasil que desde agosto tem trazido turistas portugueses para o Estado e com operadoras italianas que vão manter três vôos de Milão-Maceió a partir de dezembro deste ano. “A TAP já deu entrada em um pedido de autorização no Departamento de Aviação Civil para manter um vôo regular Lisboa-Maceió já em 2006”, conta. Em janeiro próximo, Gatto vai à Europa participar da Bolsa de Turismo de Lisboa e depois segue para Madri. A meta é captar mais parceiros e incrementar o turismo de Maceió. PM

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