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Economia

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| Globo Online O grande número de trabalhadores sem carteira assinada, na chamada ‘informalidade’, pode arrefecer o impacto que o 13º salário costuma ter na economia brasileira no fim do ano. Uma pesquisa divulgada pela Associação Comercial de São Paul

Por | Edição do dia 11/12/2005 - Matéria atualizada em 11/12/2005 às 00h00

| Globo Online O grande número de trabalhadores sem carteira assinada, na chamada ‘informalidade’, pode arrefecer o impacto que o 13º salário costuma ter na economia brasileira no fim do ano. Uma pesquisa divulgada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas do país pelo instituto Ipsos-Opinion, revelou que 66% dos brasileiros não receberão 13º salário este ano e 32% não pretendem fazer compras de Natal - principalmente os mais velhos, pois na faixa etária acima de 60 anos chegou a 52% o percentual dos que disseram que nada comprarão. Entre jovens de 16 a 24 anos, apenas 15% deram esta resposta. Dos 32% que receberão o 13º salário, 48% disseram que vão aplicar os recursos do 13º salário no pagamento de dívidas e 21% que gastarão o dinheiro com compras natalinas. Outros 6% vão investir, 4% vão reformar suas casas, 4% vão viajar, 3% investirão em imóveis, 2% comprarão carro e 2% aplicarão em poupança. Outros gastos foram apontados por 6% dos entrevistados e 5% disseram simplesmente que não sabem o que farão com o dinheiro. OBJETOS DE CONSUMO Entre os que decidiram gastar o 13º salário, 56% contaram que comprarão roupas e calçados, seguidos por viagens (7%), CDs (6%) e DVDs e telefones celulares (5%). Os produtos mais baratos serão pagos à vista, os mais caros a prazo. As compras à vista devem predominar para CDs (86%), livros (74%), viagens (70%), jóias e perfumes (68%) e roupas e calçados (63%). O crediário será mais usado na compra dos eletrodomésticos, como aparelhos de som (90%), geladeira (83%) e microcomputadores (80%). Numa pesquisa anterior, feita em agosto, 13% dos entrevistados disseram ter feito nova compra a prestação. Em novembro, o percentual caiu para 9%. Além disso, 8% disseram ter atrasado algum pagamento, 17% pagaram multa por ter atrasado e 27% tiveram registro no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) – 14% deles ainda estão no cadastro de inadimplentes. “O problema é que o crediário também já não cabe mais no orçamento apertado”, diz presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos. A pesquisa nacional foi realizada em 70 municípios de nove regiões metropolitanas do País e ouviu um total de mil pessoas.

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