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Nº 5730
Economia

D�vida do governo sobe quase R$ 150 bi

| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online A dívida do governo em títulos públicos subiu mais de R$ 22 bilhões em apenas um mês. Entre outubro e novembro, ela passou de R$ 937,34 bilhões para R$ 959,5 bilhões, um aumento de 2,4% ou R$ 22,16 bilhões. No ano, a dív

Por | Edição do dia 16/12/2005 - Matéria atualizada em 16/12/2005 às 00h00

| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online A dívida do governo em títulos públicos subiu mais de R$ 22 bilhões em apenas um mês. Entre outubro e novembro, ela passou de R$ 937,34 bilhões para R$ 959,5 bilhões, um aumento de 2,4% ou R$ 22,16 bilhões. No ano, a dívida cresceu R$ 149,240 bilhões, segundo nota do Tesouro Nacional e do Banco Central. Parte desse aumento deve-se ao fato de as emissões terem superado os resgates de títulos em R$ 9,9 bilhões. O restante é o impacto que os juros têm sobre o estoque da dívida. Mais da metade do estoque da dívida é remunerada pela taxa Selic, que caiu para 18% ao ano. A parcela dos papéis remunerada por essa taxa – os títulos chamados de pós-fixados, que são mais voláteis – caiu de 55,68% em outubro para 53,21% em novembro. Já a parcela da dívida prefixada subiu de 24,48% para 26,88%. Para o governo, quanto maior a participação desses títulos, melhor, já que se sabe antes o quanto se vai pagar por eles. Em relação à dívida indexada a índices de preços, ela passou de 13,85% do total da dívida para 14,46%. O montante da dívida atrelado ao dólar permanece em queda, e passou de 3,78% para 3,28%, a menor participação desse tipo de papel registrada na história da dívida brasileira. Essa parcela chegou a 40% em 2002. Contribuiu para essa queda a apreciação cambial de 2,1%, os resgates de títulos e as operações de “swap reverso”. Em novembro, foi registrada uma queda no prazo médio das emissões, que passou de 29,9 meses em outubro para 24,8 meses em novembro. Essa redução, segundo o BC, deve-se ao aumento da participação dos títulos prefixados, que têm prazo mais curto que os pós-fixados. Já a parcela da dívida que vence no curto prazo – em até 12 meses – passou de 41,7% para 42,6%.

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