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Nº 5714
Economia

Queda de investimentos agrava d�ficit de energia

Brasília – Diversos órgãos do governo reduziram a importância do risco de déficit de energia, antes do início do racionamento no ano passado. Essa é uma das conclusões do relatório do senador Paulo Souto (PFL-BA), apresentado ontem à Comissão Mista do Con

Por | Edição do dia 15/05/2002 - Matéria atualizada em 15/05/2002 às 00h00

Brasília – Diversos órgãos do governo reduziram a importância do risco de déficit de energia, antes do início do racionamento no ano passado. Essa é uma das conclusões do relatório do senador Paulo Souto (PFL-BA), apresentado ontem à Comissão Mista do Congresso Nacional destinada a analisar a crise de energia elétrica. “O governo foi apanhado, como resultado de seus equívocos e indefinições, por um período de poucas chuvas, o que resultou na crise de abastecimento vivida em 2001”, diz o relatório. Na avaliação do senador, do mesmo grupo político do ex-ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, houve queda nos investimentos no setor a partir do fim da década de 80 e a “pressão gerada pela falta de novas usinas e de linhas de transmissão forçou o sistema a utilizar a água dos reservatórios acima dos limites de segurança”. O relatório cita ainda como uma das causas da crise a falta de ingresso no País “na velocidade necessária” de investimentos privados, além de insuficiência de investimentos públicos em obras estratégicas, como as linhas de transmissão de energia. O parecer do relator será votado na quarta-feira (22). Outras causas O atraso na execução de obras também é apontado no relatório como uma das causas do racionamento de energia. Entre essas obras, o senador cita as usinas Angra II e Porto Primavera e as térmicas do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT). Souto diz ainda que houve “desencontro” entre o Ministério de Minas e Energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) o que, segundo o senador, “impediu a correta avaliação do nível dos reservatórios e da capacidade do sistema e a adoção de um racionamento suave para evitar o esgotamento das reservas de água”.

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