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Nº 5731
Economia

Onde investir, com os juros em queda?

| Jayme Alves DiárioNet A trajetória de queda da taxa básica de juros pelo Banco Central, que recuou pela quarta vez consecutiva, para 18% ao ano, segue favorecendo os investimentos em renda fixa. São fundos que possuem papéis públicos prefixados, com p

Por | Edição do dia 18/12/2005 - Matéria atualizada em 18/12/2005 às 00h00

| Jayme Alves DiárioNet A trajetória de queda da taxa básica de juros pelo Banco Central, que recuou pela quarta vez consecutiva, para 18% ao ano, segue favorecendo os investimentos em renda fixa. São fundos que possuem papéis públicos prefixados, com preço de referência nos contratos da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Ou seja, quando a taxa básica, a Selic, cai mais rapidamente que o juro previsto ou há a perspectiva de queda acentuada, esses papéis rendem mais. Portanto, se você está para aplicar ou tem recursos novos, como o décimo terceiro, participação de lucros ou abono, deve investir nesses fundos. O melhor é optar pelos fundos com papéis mais longos, que refletem mais acentuadamente essas variações. Se o fundo, apesar de estar classificado como renda fixa, tem papéis muito curtos ou uma concentração muito grande em títulos pós-fixados, poderá ser muito pouco beneficiado. Portanto, é preciso se informar sobre a composição da carteira. Conservadores Mas o movimento de redução da Selic já estimula os investidores a procurar aplicações mais rentáveis, mesmo com um risco ligeiramente maior. Se você é um desses investidores, mas não está disposto a arriscar muito, pode optar por investimentos mais conservadores na bolsa, como os fundos de capital garantido, que garantem o dinheiro aplicado no caso da queda da bolsa e tendem a superar a renda fixa, se o mercado acionário subir. Outras opções são as ações de empresas que estreiam na bolsa e fundos de ações daquelas que pagam dividendos. Com relação às aplicações pós-fixadas, a queda da Selic reduz ligeiramente o rendimento dos investidores que têm dinheiro em fundos referenciados DI, CDB-DI e até na poupança. O juro mensal de referência para aplicações como fundos e CDBs passa de 1,42% (18,5% ao ano) para 1,38% (18% ao ano) antes do Imposto de Renda, variando conforme os dias úteis, ou 1,1%, já descontado um IR médio de 20%. Essa opção ainda é recomendada para os investidores, já que dá bom retorno e tem risco reduzido. O rendimento varia ainda de acordo com a taxa de administração cobrada no caso dos fundos. Se preferir, pode optar por investimentos em CDB-DI de bancos grandes, que não sofrem com problemas de variação de rendimento, como ocorre com os fundos.

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