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China aceita restri��o aos t�xteis

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| FOLHA ONLINE O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) afirmou este fim de semana, em Hong Kong, que houve avanços para que seja firmado um acordo entre Brasil e China no setor têxtil. Segundo ele, os chineses aceitam restringir parte de suas exportações para o mercado brasileiro até 2008. As limitações devem valer para tecidos sintéticos, fios de poliéster texturizados, tecidos de seda, veludos, suéteres e pulôveres, bordados e camisas de malha, cujas importações terão limites de crescimento. Em outubro, o governo Luiz Inácio Lula da Silva decidiu regulamentar a possibilidade de adoção de salvaguardas (barreiras comerciais) para conter o forte crescimento das importações da China. A medida atendeu interesses de empresários brasileiros, principalmente de setores como o têxtil, calçadista, brinquedos e eletroeletrônico, entre outros. O Brasil, entretanto, decidiu negociar com a China um acordo de auto-limitação para as exportações do país asiático, o que evitaria a necessidade da imposição de salvaguardas. Mas os chineses mostravam resistência para aceitar essa proposta. O acordo anunciado por Furlan foi costurado em conversas bilaterais realizadas durante a 6ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorre em Hong Kong. Furlan tem aproveitado a presença de representantes de 149 países para realizar reuniões bilaterais. No caso da limitação das exportações chinesas de têxteis para o Brasil, o ministro afirmou que só falta uma leitura jurídica do acordo por parte da China para sua oficialização. Furlan afirmou que a China queria que o Brasil se comprometesse a não utilizar mecanismos de salvaguarda sobre todos os outros produtos chineses. A proposta foi recusada, mas o ministro garantiu que o Brasil fará todos os esforços possíveis, pela via bilateral, antes de aplicar medidas protecionistas em outros setores. De acordo com Furlan, a oferta brasileira foi aceita como ?princípio? para o acordo, mas o assunto ainda será tratado em uma reunião prevista para ocorrer em janeiro, em Pequim, capital da China. Mês passado, Estados Unidos e a China anunciaram assinaram acordo para resolver a questão da disputa sobre a importação de roupas e produtos têxteis para o mercao americano. O acordo entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2006 e irá abranger 34 categorias de vestuário e têxteis, incluindo 14 que a indústria americana considera mais sensíveis.

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