Economia
D�vida externa cai para n�vel de 1996
| FOLHA ONLINE A dívida externa brasileira em setembro somava US$ 183,151 bilhões, US$ 8,2 bilhões abaixo da registrada em junho. Além disso, esse montante está pouco acima do nível do registrado em dezembro de 1996, quando a dívida era de US$ 179,9 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central. No entanto, a partir da divulgação do resultado de dezembro deste ano, a dívida externa brasileira ficará abaixo desse patamar, já que neste mês será realizado o pagamento de US$ 15,5 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). As dívidas de médio e longo prazos representavam a maior parcela da dívida em setembro, US$ 166,706 bilhões. Entre junho e setembro, a queda nessa parcela da dívida foi de US$ 7,8 bilhões. Reservas Já as reservas do Banco Central somavam no mês passado US$ 64,277 bilhões, um aumento de US$ 4 bilhões em relação ao mês de outubro. Sem considerar os recursos que fazem parte do acordo com o FMI, as reservas somam US$ 50,823 bilhões. No último dia 13, o BC e o Ministério da Fazenda anunciaram que o Brasil realizará ainda neste mês o pagamento de US$ 15,5 bilhões. Esse dinheiro é suficiente para pagar todas as dívidas do país com o organismo internacional. Setor público A quitação antecipada da dívida do Brasil com o Fundo Monetário Internacional vai permitir, pela primeira vez em seis anos, que o setor público reduza sua participação na dívida externa brasileira ? aumentando, conseqüentemente, o peso que o setor privado tem sobre o endividamento. No final de 2000, o governo respondia por 48,5% de uma dívida externa total de US$ 236,2 bilhões. Em dezembro de 2004, a dívida recuara para US$ 201,4 bilhões, mas a participação do setor público havia crescido para 65,7%. Neste ano, graças a US$ 23 bilhões pagos ao FMI, incluídos os US$ 15,5 bilhões anunciados na semana passada, esse quadro se reverteu: o peso do governo no endividamento já havia caído para 64% até junho e deve se reduzir ainda mais até o fim do ano. Nos últimos anos, o setor privado também reduziu seus compromissos externos, pois, aproveitando a queda do dólar, muitas empresas quitaram empréstimos tomados no mercado internacional. Entre 2000 e 2004, a dívida externa do setor privado caiu de US$ 121,6 bilhões para US$ 69,1 bilhões. Neste ano, porém, a queda do endividamento do governo foi mais acelerada, devido ao dinheiro pago ao FMI.