Economia
Incubadora de Maragogi � reativada
| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - O agricultor que não consegue comercializar sua produção e o empresário despreparado para gerenciar o próprio negócio têm problemas aparentemente distintos, mas ambos são possíveis de ser superados com auxílio de profissionais especializados para cada problema. A ponte entre consultores e os que buscam orientação está disponível nas chamadas incubadoras de empresas, como a que está sendo reativada em Maragogi, município do litoral norte alagoano conhecido por suas belas praias e piscinas naturais. Criada em 2002, a Incubadora de Empresas de Maragogi agora denominada Iemar está sendo reestruturada para mostrar que é uma ferramenta importante na promoção de soluções. Os investimentos empregados na capacitação dos dirigentes ? cerca de R$ 14 mil ? beneficiaram pessoas vindas de outras localidades que estiveram à frente da incubadora. As informações que deixaram de ser repassadas fizeram com que a entidade ficasse estagnada no primeiro dos quatro estágios estabelecidos para seu pleno funcionamento na cidade considerada segundo pólo turístico de Alagoas. Importante agente de fomento para o desenvolvimento local, a Iemar reiniciou suas atividades na iminência de ter que devolver os recursos que tem em caixa ? R$ 22.925,22 ? caso deixe de aplicar a verba em consultorias para novos empreendimentos. Correndo contra o tempo, já que o prazo para utilização do valor termina em fevereiro de 2006, o novo gerente da Iemar, Pedro Jeová de Moura Albuquerque articula ações para devolver a credibilidade que a entidade perdeu junto aos ?incubados?. Técnico agrícola por formação, Albuquerque tem em seu currículo seis anos de participação direta nos trabalhos na Comunidade Ativa, o fórum do desenvolvimento local sustentável de Maragogi. Ele é o quinto gerente da incubadora, segundo em 2005, cargo que assumiu em 1º de dezembro. Apesar da dificuldade encontrada para conseguir um consultor disponível capaz de auxiliar no planejamento das atividades, os trabalhos da Iemar foram reiniciados visando a elaboração de diagnósticos das chamadas empresas incubadas. Sob orientação da consultora Maria das Graças dos Santos, mestra em gestão empresarial com nove anos de experiência em incubadoras, a Iemar começa a sair da inércia. Comentando casos de sucesso e experiências que não avançaram durante encontro com os incubados, ela expôs quais assessorias são oferecidas e os compromissos existentes entre as partes envolvidas. Sobre a situação estagnada da incubadora em Maragogi, disse que sequer ?existem parcerias formalizadas efetivamente?, descartando os acordos informais. Apesar do quadro desfavorável, Maria das Graças aposta na nova fase da Iemar. A presença da consultora fez com que o representante da Associação de Pequenos e Médios Agricultores de Maragogi, Japaratinga e Porto Calvo (APEMJI) Luiz Antonio Caldas falasse sobre a situação da entidade fundada há 8 anos. O relato das dificuldades da associação rendeu a elaboração do primeiro diagnóstico formulado por Maria das Graças, que identificou a necessidade de orientação direcionada para a gestão dos negócios e consultoria tecnológica. Contando com o apoio da prefeitura de Maragogi, o novo gerente da Iemar espera conseguir o empréstimo de um imóvel que pertence ao governo estadual para instalar a incubadora, localizado na orla da cidade, fechado desde dezembro de 2004. O local servirá também para ?dar mais visibilidade à nossa incubadora?, acrescentou Pedro Jeová, e servirá também para implantação de um Armazém do Artesanato. ?Enquanto a gente não recebe o prédio, estaremos promovendo, a partir de janeiro, uma feira diária na orla, em local próximo ao imóvel, usando duas grandes tendas emprestadas pela secretaria municipal de Esportes e Lazer?, informou o gerente da Iemar.