Economia
China pode crescer at� 9% em 2006
| DA EDITORIA DE ECONOMIA O Produto Interno Bruto (PIB) da China poderá crescer entre 8,5% e 9% em 2006 e o índice de preços ao consumidor deve oscilar entre 2% e 3% se Pequim implementar políticas fiscais e monetárias flexíveis, afirma estudo publicado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, da sigla em inglês). Mas se as políticas governamentais forem rígidas, o crescimento do PIB pode cair para cerca de 8%, com um avanço inferior a 1% no IPC, aponta o estudo, publicado no China Securities Journal. Ainda de acordo com a NDRC, as exportações chinesas crescerão entre 18% e 22% em 2006, enquanto as importações avançarão de 17% a 21%. Entre janeiro e novembro de 2005, as exportações acumularam alta de 29,7% no comparativo anual, enquanto registram alta de 17,1%, na mesma base de comparação. O governo chinês refuta as opiniões de especialistas que querem deixar de classificar o país como pobre, depois que o PIB cresceu 17% e sua economia passou a ser a 6ª maior do mundo. Um representante do governo insistiu que o país ?continua sendo uma nação em desenvolvimento?. EM DESENVOLVIMENTO ?O PIB de um País não é um índice adequado para medir o desenvolvimento. Se considerarmos a renda per capita, a China está abaixo do 100º lugar no mundo?, destacou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang. Após a surpreendente alta do PIB anunciada na semana passada, resultante do primeiro Censo Econômico Nacional, a China superou novamente a Itália (que já tinha passado em 2002) como sexta economia do mundo. Já este ano, provavelmente irá superar a França e o Reino Unido, subindo para o quarto lugar. A notícia fez analistas econômicos questionarem a permanência da China no grupo de nações em desenvolvimento e pedirem ao país asiático que se envolva mais na luta internacional contra a pobreza. Qin respondeu que ?é preciso levar em conta que a China não é só a costa desenvolvida?: ?Também é preciso dar uma olhada na situação no centro e no oeste do país (as regiões menos desenvolvidas)?. ?A China reduziu sua pobreza, mas ainda há 30 milhões de pessoas que vivem nessa situação?, lembrou a fonte oficial (outras fontes aumentam esse número para 100 milhões). MITTAL STEEL A companhia anglo-indiana Mittal Steel, a maior fabricante de aço do mundo, apresentou uma oferta para comprar até 49% da chinesa Baotou Iron & Steel, com o objetivo de ampliar sua presença no país asiático, segundo informações da agência oficial chinesa ?Xinhua?. Caso seja confirmada a aquisição, seria a segunda da Mittal no país asiático, maior produtor de aço do mundo mas com graves problemas de superprodução e excessivo investimento no setor siderúrgico. Calcula-se que a Mittal aumentaria sua produção mundial em 5% se conseguisse a aquisição da siderúrgica. A percentagem que quer ter é a máxima autorizada pelas leis chinesas para uma empresa estrangeira, já que o setor, como muitos outros no país, ainda não está completamente liberalizado.