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Nº 5736
Economia

Royalties do petr�leo t�m incremento de 20%

PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia A alta da cotação do petróleo no mercado internacional gerou um aumento de 20% nos repasses dos royalties pagos pela produção da commodity em Alagoas. Segundo o relatório mensal da Agência Nacional do Petr

Por | Edição do dia 01/01/2006 - Matéria atualizada em 01/01/2006 às 00h00

PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia A alta da cotação do petróleo no mercado internacional gerou um aumento de 20% nos repasses dos royalties pagos pela produção da commodity em Alagoas. Segundo o relatório mensal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), ano passado o Estado já recebeu pouco mais de R$ 64,1 milhões em recursos da Petrobras, contra R$ 52,3 milhões do ano anterior. Do montante geral de 2005, cerca de R$ 34,8 milhões foram pagos ao governo do Estado, enquanto R$ 29,3 foram destinados aos municípios localizados nas regiões produtoras. De acordo com o gerente do ativo da Petrobras em Alagoas, Samuel Guimarães Santos, o incremento registrado pelos royalties no ano se deve exclusivamente à valorização do petróleo, tendo em vista que a produção local tem se mantido estável – apesar da recente descoberta do campo produtor de Anambé, localizado no município de São Miguel dos Campos, Litoral Norte do Estado, a 40 quilômetros de Maceió. De fato, segundo dados parciais da ANP, até outubro do ano passado, o Estado já produziu 2,288 milhões de barris de petróleo e Líquido de Gás Natural. Se o ritmo de extração mensal for mantido, em média de 230 mil barris, é possível atingir o mesmo patamar de produção de 2004, que encerrou em 2.673 milhões de barris. “Mas queremos crescer”, diz Guimarães Santos. “Em 2006, vamos investir R$ 35 milhões em equipamentos como sondas de perfuração e de produção, além de pesquisas para descoberta de novos campos de petróleo”. Mesmo com uma produção que corresponde a 3% do total nacional, o executivo ressalta: “O Estado de Alagoas também está contribuindo para a meta de auto-suficiência brasileira até o primeiro trimestre de 2006”. ### Campo de Pilar se destaca com alta produtividade Segundo especialistas, é possível que este ano a cotação internacional de petróleo se mantenha estável, na casa dos US$ 50 o barril. Contudo, os analistas deste mercado melindroso reforçam que o imprevisível sempre acontece e interfere nos preços praticados, a exemplo dos furacões Katrina e Rita, que destruíram algumas plataformas de petróleo localizadas no Golfo do México, Estados Unidos. “O fundo do poço da cotação do petróleo foi em 1995, quando o barril chegou a ser negociado a US$ 11”, diz Márcio Sobral Porto, gerente-financeiro da Petrobras em Sergipe. “Desde então, as altas da commodity têm sido gradativas, já que, mundialmente, não tem se registrado descobertas expressivas de petróleo para repor os volumes de reservas”, explica. Além das situações inusitadas que podem interferir na cotação internacional da commodity, Porto reforça que o crescimento econômico dos países emergentes, como a China, também pressiona os preços do barril, já que a intensa atividade industrial eleva a demanda por petróleo. Por isso, se haverá ou não incremento nos valores dos royalties repassados ao Estado no ano que vem é uma previsão muito difícil de ser feita. Contudo, Porto destaca que o Campo de Pilar – localizado entre os municípios de Marechal Deodoro e Pilar – tem se destacado em termos de produtividade. “Tanto que este campo entrou para o seleto time da chamada ‘participação especial’ – uma compensação financeira adicional paga pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural –, nos casos de grande volume de produção ou de grande rentabilidade”, ressalta. Esse adicional de receita extra royalties é pago por trimestre e promoveu um adicional de repasses da ordem de 40% ao Estado. Produtores brasileiros Atualmente há dez estados brasileiros produtores de petróleo. Tomando como base o volume de produção do ano passado, Alagoas ocupa a nona posição no ranking do País, com 2.673 milhões de barris. O líder nacional é o Rio de Janeiro com 443,1 milhões de barris produzidos em 2004. Em seguida vêm o Rio Grande do Norte, com 29 milhões; Bahia, com 16,3 milhões e o Amazonas, com 15,5 milhões. O quinto maior produtor é Sergipe, que encerrou o ano passado com produção de 13,9 milhões de barris de petróleo, enquanto o Espírito Santo fechou com 11,6 milhões; o Ceará, 4,9 milhões e o Paraná com 2,7 milhões. Alagoas está à frente apenas de São Paulo, que produziu 508 mil barris. “A produção alagoana corresponde a 3% da brasileira, mas os negócios de petróleo sempre resultam em boas receitas financeiras, sobretudo para as gestões governamentais”, frisa Márcio Sobral Porto. “Além disso, nossas unidades em Alagoas e Sergipe são reconhecidos celeiros de desenvolvimento de novas tecnologias na produção de petróleo e o petróleo alagoano é de excelente qualidade”, reflete. Toda a produção do Estado é levada para a refinaria Landulfo Alves, na Bahia, onde gera produtos de valor agregado, como gasolina e óleo diesel. Se parte da produção será destinada à futura refinaria de Pernambuco, ainda não há definições. PM ### Petrobras é 14ª petrolífera do mundo FOLHA ONLINE A Petrobras subiu uma posição no ranking das maiores empresas de petróleo do mundo, passando da 15ª para a 14ª colocação, segundo ranking elaborado pela Petroleum Intelligence Weekly (PIW), publicação especializada no setor de petróleo. Considerando apenas as empresas de capital aberto (com ações negociadas em bolsas de valores), a estatal brasileira sobe para a oitava colocação no ranking. O levantamento da PIW aponta as 50 maiores e mais importantes empresas do setor, após análise das informações referentes a 130 companhias no ano de 2004. Ao elaborar o ranking, a PIW considera seis critérios distintos da atuação das empresas. A comercialização de produtos e a capacidade de refino renderam à estatal brasileira as melhores colocações (7ª e 11ª, respectivamente). Na produção de petróleo, a Petrobras ficou em 16º lugar, considerando uma produção de 1,649 milhões de barris/dia. Em reservas de gás, a Petrobras ficou em 33º lugar, mas na produção de gás ocupou a 23ª colocação. As reservas de 9,945 bilhões de barris contabilizadas em 2004 renderam à estatal o 17º lugar no ranking mundial. Comparada às demais companhias, a Petrobras foi obteve o 11º maior lucro líquido e ativos totais. Já as receitas da empresa ocuparam a 17ª colocação no mundo. As 50 empresas listadas no ranking da PIW são responsáveis por 3/4 do suprimento mundial de óleo e gás. A publicação destaca que, após perderem espaço recentemente para grandes empresas privadas, as estatais de petróleo voltam a se destacar no cenário mundial. Entre essas estatais, destacam-se a PetroChina, a Petrobras, a ONGC (Índia) e a Petronas (Malásia). Confira as 15 maiores empresas do ranking: Saudi Aramco (Arábia Saudita), Exxon Mobil (USA), PDVSA (Venezuela), NIOC (Irã), BP (UK), Royal Dutch Shell (UK/Holanda), Total (França), Chevron (USA), Pemex (México), PetroChina (China), ConocoPhillips (USA), Sonatrach (Argélia), KPC (Kuwait), Petrobras (Brasil) e Pertamina (Indonésia). Valiosa A Petrobras subiu 68 posições no ranking da revista Business Week em 2005, e passou a ocupar a 56ª colocação, considerando seu valor de mercado em 30 de novembro. De acordo com a revista, a valorização da estatal de petróleo brasileira foi de 70% em relação a 2004. Ao elaborar o ranking, a Business Week avalia as empresas globais de acordo com o seu valor de mercado, tomando como base as companhias de capital aberto listadas no índice da Standard & Poor’s Global 1200. Pelos critérios da publicação, a Petrobras foi avaliada em US$ 72 bilhões, contra US$ 42 bilhões em 2004. O resultado da pesquisa confirmou a estatal como a 8ª mais valiosa do setor de petróleo e gás e a mais valorizada da América Latina. Em nota à imprensa, a estatal informou que o ranking, além de refletir o resultado operacional e financeiro e a percepção do mercado em relação ao seu desempenho, “demonstra os avanços sustentáveis da companhia em todas as suas áreas de atuação, em um ano em que os seus resultados foram altamente positivos”. A empresa reconhece, no entanto, que também foi beneficiada pela alta da cotação do petróleo no mercado internacional, assim como outras grandes companhias do setor. Recorde No último dia 20, a Petrobras anunciou produção recorde de 1,857 milhão de barris por dia. O desempenho é cerca de 23 mil barris superior ao do último recorde da estatal, obtido em 23 de junho deste ano, de 1,835 milhão de barris. Foi o décimo primeiro recorde diário de produção obtido pela companhia em 2005. A Petrobras atribui o novo recorde alcançado à crescente recuperação de campos localizados nas áreas maduras das regiões Norte e Nordeste e do Espírito Santo. ### Estatal declara potencial de três novos campos A Petrobras encaminhou na última semana à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declaração de potencial de comércio em mais três novos campos de exploração de petróleo e gás. São eles os campos de Uruguá e Tambaú, na bacia de Santos, e Canapu, na bacia marítima do Espírito Santo, todos operados com exclusividade pela estatal, que possui 100% da concessão. Com isso sobe para cinco as declarações de comercialidade de campos de óleo e gás efetivadas pela Petrobras em 2005. As outras duas foram o campo gigante de Papa-Terra, na bacia de Campos (RJ), e Inhambu, na bacia terrestre do Espírito Santo. “Esses resultados recentes tornam cada vez mais próxima a meta traçada no Plano Estratégico da Petrobras de elevar a produção de óleo e gás natural para 2.860.000 barris por dia em 2010, somente no Brasil”, informou a estatal em comunicado. De acordo com a Petrobras, além de garantir o crescimento contínuo da produção, “as novas descobertas demonstram o acerto do programa exploratório da companhia, que enfatiza a atuação em águas profundas e ultraprofundas, as pesquisas em novas fronteiras e a retomada dos trabalhos em terra, para permitir uma relação reserva/produção de longo prazo e, conseqüentemente, garantir a sustentabilidade da auto-suficiência, que será alcançada nos próximos meses”. Bacia de campos Na quarta-feira, a estatal havia declarado a “comercialidade” do campo de Papa-Terra, na bacia de Campos (RJ). Segundo a companhia, avaliações preliminares indicam que o novo campo, localizado no antigo bloco BC-20, ao sul da Bacia de Campos, é gigante, com potencial de volume recuperável estimado entre 700 milhões e 1 bilhão de barris de óleo equivalente. A área é operada pela Petrobras, que detém 62,5% da concessão adquirida em consórcio com a Chevron Overseas do Brasil Ltda. em 1998, que participa com 37,5% dos investimentos. A expectativa da Petrobras é de que o novo campo de petróleo possa começar a produzir no final de 2011 dando uma “contribuição importante para a produção brasileira de óleo e gás”. |FO

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