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Dezembro hist�rico para montadora

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| Adauri Antunes Barbosa O Globo A indústria automobilística brasileira teve o melhor dezembro da história do setor em vendas no mercado interno, conforme balanço divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No último mês de 2005, as indústrias venderam 183,6 mil veículos, um acréscimo de 15,9% em relação a novembro, número recorde do setor só superado pelas excelentes vendas de 1997, ano em que foi batido o recorde nacional de 2 milhões de unidades produzidas. ?Dezembro sem dúvida foi um mês excepcional, acima até das expectativas, que vendeu aqui no mercado interno 183 mil unidades. É recorde, é o melhor dezembro da história e é o melhor mês do ano. Só não é o melhor mês da história porque 1997, quando vendemos 2 milhões de unidades no mercado interno, ainda é o recorde absoluto. A partir de 1997 este dezembro foi, sem dúvida, o melhor mês dos últimos anos?, afirmou Rogelio Golfarb, presidente da Anfavea. Em 2005, de acordo com a Anfavea, as montadoras brasileiras venderam para o mercado interno 1,715 milhão de veículos, um aumento de 8,6% em relação a 2004, quando a comercialização foi de 1,579 milhão. Os veículos ?flex fuel? representaram 71% das vendas no último mês de dezembro e 57% das unidades vendidas são modelos 1.0. Cerca de 70% das vendas foram feitas a prazo. Para este ano, a previsão da Anfavea é de que as indústrias atinjam uma produção de 1,8 milhão de veículos para o mercado interno. ?Estamos assumindo que vamos ultrapassar a barreira de 1,8 milhão de veículos em 2006 vendidos no mercado interno, com um crescimento de 7,1% em relação a 2005. Nós vemos isso como resultado do crescimento da economia como um todo. Nós temos um cenário de queda da taxa de juros. Como 70% das vendas automotivas são feitas financiadas, claro que a queda da taxa de juros tem um impacto positivo e isso suporta as nossas projeções de crescimento de 7,1%?, previu Rogelio. Segundo ele, a taxa de crescimento para este ano ainda é um índice ?bastante alto?. ?Nós estamos vindo de taxas sistemáticas de crescimento, de 2005 contra 2004, estamos falando de 2006 contra 2005. Os níveis ainda são bastante altos, mas não podemos assumir que ano sobre ano nós vamos crescer a taxas de 10% a 15%. Portanto, 7,1% sobre um ano que já foi um ano que cresceu bastante, acho que é um performance muito boa para a indústria automobilística brasileira?, disse.

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