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Economia

Governo descarta intervir no �lcool

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| PATRÍCIA ZIMMERMANN Folha Online O governo não irá atropelar o mercado de álcool, que é livre, mas tentará um acordo com os usineiros para evitar que o preço do produto continue em alta durante a entressafra, segundo afirmou ontem o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, ao descartar a possibilidade de confisco dos estoques do combustível. O governo também descartou a importação do combustível dos Estados Unidos. ?Há espaço para construir uma solução sem confronto?, afirmou o ministro, que aposta em uma ?sensibilidade dos produtores de álcool?, que deverão se reunir na próxima semana antes que o governo adote alguma medida sobre o assunto. Quarta-feira, o diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, havia cogitado medidas como o confisco dos estoques ou a importação do combustível dos EUA caso não houvesse um acordo com os usineiros. Ontem, a única medida que não foi descartada por Rondeau foi a possibilidade de reduzir de 25% para 20% a quantidade de álcool misturada à gasolina ?se isso resultar em um benefício para o consumidor?. Depois de subir 28% em 2005, o álcool hidratado iniciou este ano com alta de 6% para o consumidor devido ao início da entressafra no Centro -Sul, segundo dados da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes. Segundo o ministro, a solução para que o consumidor não seja onerado enquanto a nova safra não chega ao mercado passa pelo entendimento. ?Nós entendemos que não há nenhum motivo para uma elevação de preços do álcool nesse momento. Tem como administrar o estoque de reserva. Eles têm uma margem para administrar a não-elevação do preço do álcool. É um apelo que a gente faz?, afirmou. De acordo com o Ministério da Agricultura, os estoques atuais de álcool estão próximos de 4 bilhões de litros, volume suficiente para abastecer o mercado do produto, que consome aproximadamente 1,2 bilhão de litros por mês. Rondeau afirmou que o governo vai tentar sensibilizar os usineiros de que o sucesso do programa de álcool depende do ?respeito ao mercado consumidor?.

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