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Nº 5731
Economia

Risco-Brasil cai expressivamente em 2005

| PATRÍCIA LARA Agência Estado O risco-Brasil – taxa que mede a desconfiança do investidor brasileiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País –, calculado pelo JP Morgan, teve uma queda expressiva de 71 pontos-base em 2005, mas encerrou

Por | Edição do dia 08/01/2006 - Matéria atualizada em 08/01/2006 às 00h00

| PATRÍCIA LARA Agência Estado O risco-Brasil – taxa que mede a desconfiança do investidor brasileiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País –, calculado pelo JP Morgan, teve uma queda expressiva de 71 pontos-base em 2005, mas encerrou o ano sem ceder para abaixo do aguardado nível de 300 pontos-base. O risco fechou 2005 a 311 pontos-base, de 382 pontos-base no último dia de 2004, segundo o JP Morgan. O risco-Brasil é usado como uma referência para se quantificar o risco de se investir no País. Este risco é expresso em pontos ou em taxa ao ano, dado pela diferença entre o que se recebe para investir no Brasil (através de seus diversos títulos) em relação aos títulos do tesouro dos EUA, considerados os ativos mais seguros do mundo. Ou seja, no patamar de fechamento de 2005, o governo brasileiro paga um prêmio de 3,11 pontos percentuais acima dos juros norte-americanos para os investidores que assumirem o risco dos títulos brasileiros. Dólar O dólar fechou 2005 com valorização expressiva ante o euro, o iene, a libra e o franco suíço, o que surpreendeu os analistas. O dólar ganhou 15,0% ante o iene e 15,4% nas trocas com o franco suíço. O euro caiu 12,7% para o dólar e a libra esterlina, 10,6%. Em contrapartida, o dólar desvalorizou-se 3,4% ante o dólar canadense e também ante algumas importantes moedas latino-americanos. Em busca dos juros elevados no Brasil, a grande quantidade de dólares que entrou no País fez com que a moeda norte-americana acumulasse depreciação de 14,2% frente ao real. O peso mexicano fechou 2005 com valorização de 8%. O dólar mais valorizado em relação às moedas de alguns países europeus é explicado, em parte, pelos juros mais altos nos Estados Unidos. O investidor aplica em dólar para conseguir ganhos mais altos na comparação com alguns países da União Européia, que adotam o euro. É o processo inverso do que ocorre na relação entre o dólar e o real, por exemplo, quando o investidor aceita o risco dos ativos brasileiros para conseguir ganhos mais elevados. Portanto, a expectativa sobre a política monetária nos EUA deverá continuar como o principal fator de orientação do câmbio em 2006, garantindo que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) terá papel crucial na definição do rumo do dólar ante outras moedas. Em 2006, o mercado espera que o Fed encerre seu ciclo de alta de juros, enquanto o Banco Central Europeu e o Banco do Japão devem promover um aumento em suas taxas. O principal fator será o timing dessas mudanças de política monetária e quanto tempo o mercado levará para se ajustar a essas alterações de tendência. Para 2006, a estimativa média de 25 grandes bancos consultados pela Dow Jones Newswires é que o euro se mantenha estável, ao redor de US$ 1,18, no final do primeiro trimestre, subindo modestamente para US$ 1,21 no meio do ano e dispare para US$ 1,27 no final de 2006. Ante o iene, a estimativa média para o dólar é de uma cotação de 120 ienes no final do primeiro trimestre, queda para 117 ienes no meio do ano e recuo para 108,60 ienes no final de 2006. Mesmo assim, o mercado pode novamente se enganar. Há um ano, as expectativas convergiam para uma performance estrelar das divisas asiáticas em 2005.

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