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Artnor deve movimentar R$ 6 milh�es

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A artesã Lina Alves veio de Betim, em Minas Gerais, trazendo na bagagem produtos de tapeçaria, que estão expostos em um dos estandes da 13ª Feira Internacional de Artesanato do Nordeste (Artnor), que vai até o dia 15 de janeiro, no Centro de Convenções de Maceió. Ela participa pela nona vez da feira, que é realizada a cada dois anos, reunindo artesãos de Alagoas, de outros estados brasileiros e até do exterior. Apesar dos custos com a viagem até Maceió - com passagens aéreas, transporte para as mercadorias, alimentação e hospedagem - Lina disse que vale a pena participar da feira. Quase sempre ela volta para casa com quase todo o estoque vendido e ainda conquista novos clientes de todo o País. Este talvez seja o segredo do sucesso da Artnor, que, além de propiciar boas vendas direto no varejo, amplia o horizonte de negócios dos artesãos. Este ano, os organizadores estimam que o volume de negócios da feira deve ter um incremento de 20% em relação à última feira realizada em 2004, que chegou a atingir a cifra de R$ 5 milhões. ?Acreditamos que este ano deve ficar em torno de R$ 6 milhões?, diz otimista o coordenador da feira Eligius T?hoen. E há motivos para tanto otimismo. Organizada pelo Sebrae, a feira está este ano maior do que em 2004, quando foi realizada ainda com o Centro de Convenções, em Jaraguá, inacabado. Há dois anos, a Artnor reuniu 180 expositores e atraiu um público de 139 mil pessoas. Este ano, são 260 estandes, com mais de mil expositores. Eligius estima que a feira deve ser visitada por cerca de 100 mil. ?Nossa meta é chegar a 150 mil?. Para atingir essa meta, o Sebrae não mediu esforços. Investiu cerca de R$ 400 mil na montagem da estrutura da feira e, principalmente, em divulgação. Vinte cinco outdoors foram espalhados pela cidade, além de outbus em 25 linhas de ônibus. Nos hotéis e restaurantes da cidade foram espalhados folders e cartazes com a programação da feira. Nos hotéis, os avisos normalmente colocados nas portas dos quartos também se transformaram num meio de divulgação do evento, dando direito à entrada livre para o turista. Os turistas contarão com outra facilidade para ir à feira. Todos os dias, das 15h30 às 21 horas, ônibus vão circular pelos hotéis para transportar os turistas. O ingresso para a feira custa R$ 2 ou um R$ 1 mais um quilo de alimento. A programação da feira inclui shows, apresentações folclóricas, oficinas e ateliês com mestres e artesãos. Oito estilistas locais também terão oportunidade de mostrar seus trabalhos. Eligius batizou a participação dos estilistas alagoanos como a Maceió Fashion Week. A Artnor gera emprego e renda não só para quem é artesão, mas para vários outros profissionais. Segundo Eligius T?hoen, estão sendo gerados mais de 2 mil empregos diretos durante os dez dias da feira, entre pessoal de limpeza, vigilância, recepcionistas e transportadoras. Este ano, segundo Eligius, o Sebrae decidiu aumentar a participação dos artesãos locais. Dos 260 estandes da feira, 60% de artesãos de várias regiões de Alagoas, 35% de outros estados e 15% de produtos de outros países. ?O artesanato alagoano é cada vez mais conseguido lá fora e vários produtos já fazem parte da pauta de exportação do Estado?. ### Feira é vitrine para produtos de expositores alagoanos A artesã Regina Lopes é de Maceió e participa pela primeira vez da Artnor. Ela produz caixas e embalagens artesanais feitas de diversos tipos de papéis. Para ela, a feira vai abrir novas oportunidades de negócios e divulgar seus produtos. ?Tem muita loja daqui que usa embalagens que vêm de São Paulo?, observa. Regina disse que já participou de outras feiras, mas não comparada a grandiosidade da Artnor. ?Estou muito animada. A preocupação não é só vender, mas principalmente divulgar meu trabalho?. Quem for à feira também vai ter a oportunidade de conhecer a variedade do artesanato de pelo menos 18 estados como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Tocatins. E de 14 países, como Índia, Tibet, Indonésia, Argentina, Itália, Peru, Bolívia, Quênia e Líbano. O queniano Emanoel Mweu participa pela segunda vez da Artnor. As boas vendas realizadas há dois anos o levou a repetir a experiência. Já o lojista do Paraná, Diogo Teixeira, veio participar pela primeira vez da Artnor, trazendo na bagabem peças raras de países asiáticos como a Indonésia, Tibet, Nepal e até do Paquistão. Acostumado a participar de grandes feiras de artesanato pelo País, Diogo disse que veio testar a receptividade do alagoano às peças que vendem em sua loja em Curitiba. São peças como máscaras, imagens de Buda em bronze ou ricamente talhada em madeira. E até incensos feitos por monges tibetanos. Ele salienta a importância do sucesso da Artnor para a imagem do Estado. ?Se tudo der certo, todo mundo vai sair elogiando Alagoas?. |FAS

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