Economia
Brasileiro continua pagando juro alto
| Wagner Gomes Globo Online São Paulo - O consumidor continua pagando um juro muito alto, apesar da queda na Selic. Segundo levantamento do Procon, a taxa média cobrada pelos bancos no cheque especial manteve-se em 8,31% ao mês em janeiro, na comparação com dezembro. A taxa do empréstimo pessoal registrou apenas uma ligeira queda em janeiro, passando de 5,44% para 5,42% no período. Apenas dois bancos reduziram os juros. Segundo os técnicos do Procon, esse comportamento evidencia a cautela do mercado financeiro frente aos rumos da política monetária. Eles lembram que, depois de dois anos de significativa expansão do crédito para pessoa física - principalmente em decorrência do avanço do crédito consignado - , há previsões de uma desaceleração em 2006. ?Nesta época do ano, em que o orçamento está comprometido com impostos, taxas, matrículas e despesas com material escolar, o consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas e, se possível, utilizar o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo?, disseram os técnicos. A pesquisa foi feita em dez instituições financeiras, no dia 3 de janeiro. Os bancos pesquisados foram HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco. No empréstimo pessoal, a Caixa Econômica Federal alterou a taxa de 5,42% ao mês para 5,05%. O HSBC alterou o juro de 4,99% para 4,97% e os demais bancos mantiveram as taxas aplicadas em dezembro de 2005. No cheque especial, as taxas ficaram estáveis pelo terceiro mês consecutivo. Os dados coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para cheque especial foi considerado o período de 30 dias. No caso de variação da taxa do empréstimo pessoal o tempo estipulado é de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.