Economia
Porto registra crescimento pequeno
| Bleine Oliveira Repórter Em comparação com 2004, o Porto de Maceió aumentou em apenas 29 mil o número de toneladas exportadas em 2005. Nas estatísticas de 2004, o volume exportado foi de 3 milhões e 324 mil toneladas. Ontem, o administrador do Porto, engenheiro Domício Silva, revelou que, no ano passado, as exportações chegaram a 3 milhões e 353 mil toneladas. A diferença de um ano a outro é pequena, admite o administrador, mas está diretamente ligada ao reduzido número de indústrias na economia alagoana. ?Infelizmente nossa pauta exportadora continua limitada?, afirma Domício, acrescentando que, como há várias décadas, a economia estadual continua dependente do setor sucro-alcooleiro. As usinas permanecem como as campeãs da movimentação no Porto. Somadas as toneladas de açúcar demerara (41,53%), açúcar cristal (11,85%) e melaço (1,06%), elas foram responsáveis por 54,43% do movimento de cargas em 2005, para o mercado internacional. A segunda maior movimentação fica com o petróleo bruto (10,98%) levado pela Petrobras de Alagoas para refinarias da Bahia, São Paulo e outros estados. O álcool hidratado (7,82%) e o anidro (0,48%) exportados também para o mercado nacional, somam 8,3% do movimento registrado pela administração do Porto. Quem também aparece na lista é o PVC, exportado em contêiner, com 55 mil e 800 toneladas, equivalentes a 1,06% do total movimentado. A explicação talvez seja o fato de a Brasken, indústria química localizada em Maceió onde produz soda cáustica e PVC, ter porto próprio para exportar sua produção. Mas quando se trata do mercado internacional só a produção de cimento, de uma indústria em São Miguel dos Campos, aparece nas estatísticas. Mesmo assim, num percentual sem condições de ser comparado ao setor açucareiro. A quantidade de cimento exportada pelo Porto de Jaraguá foi de 127.252 toneladas, o equivalente a 3,79% do total. Já as importações, ou seja, o volume de produtos que chegou ao Estado pelo Porto, somaram 416 mil e 93 toneladas. O adubo (8,12%), gasolina (2,37%) e o trigo (1,94%) são os produtos que aparecem na lista. Diante dos números, que deixam o Porto de Maceió com baixa colocação entre todos do Nordeste e do País, o engenheiro Domício Silva reafirma uma análise antiga feita pelos especialistas. ?O Estado anda muito lentamente no caminho do desenvolvimento industrial. E isso tem reflexo direto no desenvolvimento do Porto?, afirma ele. Em função de sua baixa movimentação, o Porto maceioense recebe poucos investimentos federais. Nem mesmo uma obra que está em andamento, que vai aumentar sua profundidade (calado) para 12 metros (hoje são 10,5 m), tem recebido os recursos previstos. Prevista para ser concluída em 18 meses, a obra aguarda verbas federais a quatro anos. O total liberado ao longo desse período permitiu somente a conclusão de 30% do projeto. Nele está prevista a ampliação do terminal de contêiners e a construção de um terminal de passageiros. O administrador do Porto prevê que, ao final de 2006, o volume movimentado deverá ser menor que o registrado no ano passado. A safra de açúcar, que deverá ser reduzida em decorrência da estiagem.