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Nº 5732
Economia

Na meta, infla��o fecha 2005 em 5,69%

| Pedro Soares Folhapress Rio de Janeiro - Mais uma vez pressionado por tarifas públicas e preços administrados, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2005 com alta de 5,69% - dentro do limite máximo da meta oficial de inflação (

Por | Edição do dia 13/01/2006 - Matéria atualizada em 13/01/2006 às 00h00

| Pedro Soares Folhapress Rio de Janeiro - Mais uma vez pressionado por tarifas públicas e preços administrados, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2005 com alta de 5,69% - dentro do limite máximo da meta oficial de inflação (7,6%), mas distante do objetivo central do governo (5,1%). Foi a menor variação do índice desde 1998, quando havia sido de 1,65%, segundo o IBGE. Em 2004, a inflação ficou em 7,60%, também no intervalo máximo de tolerância da meta. Já em dezembro de 2005, o índice ficou em 0,36%, em linha com as expectativas de mercado graças à desaceleração dos preços de gasolina, ônibus e passagens áreas. Em 2005, a maior pressão sobre o IPCA veio das tarifas públicas, que contribuíram com 47% do índice - ou 2,94 pontos percentuais. Em 2004, representaram 39%. Já câmbio e os alimentos ajudaram a conter o índice. Para 2006, as expectativas são de que o governo consiga atingir o centro da meta de 4,5% (o que não ocorre desde 2000), apesar de o álcool combustível e as mensalidades escolares estarem subindo acima do previsto em janeiro. Alexandre Sant’Anna, economista da ARX Capital, acredita numa taxa de 4,5% no ano: “Todas as pressões são pontuais e ficarão concentradas no primeiro trimestre”. Os preços dos alimentos irão segurar novamente o IPCA, acredita o economista. Já a consultoria LCA aposta que a alta dos combustíveis (a alta do álcool eleva também o preço da gasolina) impedirá o BC de acertar o centro da meta - que conta com um intervalo de tolerância de dois pontos - e prevê um IPCA de 4,6% para 2006. Para Luiz Roberto Cunha, economista da PUC-Rio, mais importante do que mirar na meta é observar a desaceleração da atividade econômica, que está maior que a prevista pelo BC.

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