Economia
Ind�strias exigem mais e paga menos
| FOLHAPRESS Brasília De acordo com a pesquisa realizada pelo Senai, em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a queda no nível salarial de novos contratados vem ocorrendo apesar de a indústria ter aumentado a exigência de escolaridade dos trabalhadores. ?A indústria não gera mais empregos líquidos [diferença entre contratações e demissões] para quem tem baixa escolaridade?, afirma o autor do estudo João Luiz Sabóia. Para trabalhadores que cursaram até a 4ª série, o mercado perdeu mais de 200 mil vagas entre 2000-2004. Do 1,057 milhão de empregos gerados pela indústria nos primeiros cinco anos do século 21, 75,9% concentraram-se no interior do País. Pólos O setor industrial perde apenas para a agropecuária no nível de geração de emprego fora das capitais. As principais razões para esse movimento de migração do emprego industrial são a guerra fiscal entre estados e municípios, os salários mais baixos no interior, a proximidade dos insumos e a infra-estrutura (viária, portuária, comunicações). Sabóia acrescenta, porém, que as regiões Sul e Sudeste ainda são pólos de geração de emprego industrial. Cerca de 60% das vagas na indústria foram criadas nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. A chamada microrregião de Porto Alegre (abrange a capital gaúcha e cidades próximas) foi a campeã na abertura de postos, com a criação de 48.496 vagas. Em seguida, aparecem as cidades de São Paulo (35.801), Campinas (35.633) e Curitiba (35.196).