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EUA t�m infla��o maior que a brasileira

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| Folhapress São Paulo A inflação no atacado nos Estados Unidos fechou o ano de 2005 a 5,4%, o maior valor desde o registrado em 1990, de 5,7%, puxada pela alta dos preços do petróleo. No Brasil, o componente dos preços no atacado do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,97% em 2005, sob efeito da queda do dólar. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) registrou alta acima do esperado, de 0,9%, em dezembro, mês em que os preços de energia subiram 3,1% e a gasolina teve alta de 12,3%. O chamado ?núcleo? do índice, no entanto, que exclui os preços de alimentos e energia, subiu apenas 0,1% em dezembro e 1,7% no ano, menos que os 2,3% registrados pelo núcleo no ano de 2004. O fato de o núcleo do índice ter ficado baixo significa que o aumento do preço do petróleo continua não afetando os preços de outros setores. O índice de preços ao consumidor também vem tendo resultados considerados bons. Atento aos preços Mesmo assim, o resultado do PPI deve fazer com que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) fique atento aos preços, de acordo com analistas. Eles esperam que o órgão aumente a taxa de juros do país mais duas vezes, em janeiro e março, com o objetivo de segurar a inflação. O Fed vem elevando os juros desde junho de 2004, quando estavam no menor nível em mais de 40 anos. O órgão busca trazer a taxa a nível ?neutro?, que não segure nem impulsione a economia. ?[O resultado] nos alerta sobre o fato de que ainda temos que lidar com uma possível contaminação dos altos preços da energia no ?núcleo? da inflação. Não aconteceu ainda, mas é um problema em potencial?, disse Lyle Gramley, que já foi diretor do Fed. Varejo As vendas no varejo nos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado em dezembro, com avanço de apenas 0,7%, um sinal de que a economia pode ter desacelerado no quarto trimestre de 2005, o que tornaria menos necessária a alta dos juros. Excluídas as vendas de veículos no país, que foram fortes em dezembro, o crescimento do varejo foi de apenas 0,2%. ?Talvez o trenó do Papai Noel tenha vindo mais leve do que esperávamos?, disse Bill Cheney, economista-chefe do John Hancock Financial Services. ?Se você excluir carros e gasolina, a alta das vendas foi praticamente zero?, afirmou David Wyss, economista-chefe da Standard & Poor?s na cidade de Nova York.

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