app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5735
Economia

Embraer desiste de opera��o nos EUA

| Globo Online Rio de Janeiro A decisão do exército dos Estados Unidos de cancelar o projeto Aerial Common Sensor, que a Embraer faria em parceria com a Lockheed Martin, levou a companhia brasileira a suspender a operação de montagem de aviões em Jacks

Por | Edição do dia 15/01/2006 - Matéria atualizada em 15/01/2006 às 00h00

| Globo Online Rio de Janeiro A decisão do exército dos Estados Unidos de cancelar o projeto Aerial Common Sensor, que a Embraer faria em parceria com a Lockheed Martin, levou a companhia brasileira a suspender a operação de montagem de aviões em Jacksonville, na Flórida. A informação foi divulgada na última sexta-feira. O programa, que propiciaria a entrada da Embraer no mercado de defesa dos EUA, previa o desenvolvimento de um avião de vigilância e estava avaliado em US$ 8 bilhões. Inicialmente, a plataforma para o projeto seria a aeronave ERJ-145 da Embraer, mas o peso dos equipamentos e sensores tornou o avião inadequado e, em setembro, o Exército dos EUA suspendeu o programa. A Lockheed deveria buscar uma alternativa para o projeto. Após um período de 60 dias, no qual oficiais do Exército avaliaram propostas da companhia, o contrato foi suspenso. Polêmica A fabricante brasileira de aviões, na última semana, foi o centro de uma polêmica entre os EUA e a Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que Washington não permitia que a Embraer vendesse aviões Super Tucano para seu país. O governo norte-americano não quis comentar a questão. Apesar da suspensão da operação, a Embraer afirmou que continua a considerar o Cecil Commerce Center como local escolhido para suas iniciativas de defesa na América do Norte. A Embraer anunciou, na última sexta, que estuda adotar a pulverização de seu controle acionário como medida para fortalecer a sua competitividade internacional. O processo de pulverização consiste em transformar as ações preferenciais em ações ordinárias. Dessa maneira, a empresa deixaria de ser administrada por um bloco formado por grandes acionistas, como acontece atualmente. A empresa disse, por meio de uma nota, que análises estão sendo feitas para a mudança de sua estrutura de capital, mas ressalvou que nenhuma decisão ainda foi tomada e nem a viabilidade da mudança foi comprovada. Controle acionário O controle acionário da Embraer é hoje de um bloco formado pelos fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil) e Sistel (da área de telefonia) e pela Cia. Bozano. Com 60% das ações, o bloco consegue eleger a maioria dos membros do conselho de administração da fabricante de aviões. Com a pulverização, a empresa teria um novo estatuto em que todos os acionistas teriam direito a voto. A mudança precisaria de aprovação do governo federal.

Mais matérias
desta edição