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Nº 5729
Economia

Boa apar�ncia garante sal�rio melhor

| Folha Online Rio de Janeiro Pessoas de boa aparência conseguem melhor remuneração. Essa é uma das conclusões do estudo O Impacto Socioeconômico da Beleza, divulgado na quinta-feira por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). De aco

Por | Edição do dia 15/01/2006 - Matéria atualizada em 15/01/2006 às 00h00

| Folha Online Rio de Janeiro Pessoas de boa aparência conseguem melhor remuneração. Essa é uma das conclusões do estudo O Impacto Socioeconômico da Beleza, divulgado na quinta-feira por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). De acordo com a pesquisa, desde a década de 80 a beleza se tornou aspecto fundamental no mercado de trabalho. O estudo indica que as pessoas “bem cuidadas” conseguem obter uma remuneração de 5% a 10% superior a das pessoas consideradas de “aparência simples”. O diferencial de salários vale tanto para homens quanto para mulheres e é controlado por outras variáveis, como educação e experiência. “No Brasil, a aparência física afeta os rendimentos das pessoas na medida em que os indivíduos com más características físicas recebem punição salarial”, diz a pesquisa. Os critérios indicadores de beleza usados foram peso, altura e deficiência física. O Brasil é o sétimo país mais vaidoso do mundo. Segundo estudo recente, outros povos com fama de vaidosos mostram uma preocupação menor com a aparência, como os franceses e os americanos. A cultura de que qualquer um pode ser bonito com um “banho de loja” ou com um pouco mais de esforço se refletiu na economia, com o crescimento da indústria de perfumaria e cosméticos e também nos serviços de beleza. O público-alvo das atividades de beleza é formado por homens entre 25 e 34 anos, com alto poder aquisitivo. Entre as mulheres, os destaques são as de 35 a 54 anos por dedicarem mais tempo a cuidados com a aparência. A entrada da mulher no mercado de trabalho no Brasil propiciou o crescimento da indústria da beleza e a inovação em produtos mais práticos e rápidos. Em 1970, a taxa de participação feminina na população economicamente ativa era de 11% e subiu para 38% em 1995 e 42% em 2001. Com o aumento da renda, a mulher passou a ter mais recursos para adquirir produtos, mas em contrapartida, a ter menos tempo para os rituais de beleza. Em 2004, a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos faturou US$ 3,9 bilhões. O faturamento representou 6,5% do faturamento total da indústria química. Nos últimos dez anos, o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos cresceu a uma taxa média de 5% ao ano, bem acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,4% ao ano. Os produtos mais vendidos no Brasil do setor de cosméticos são destinados aos cabelos. Além das tinturas, destacam-se os alisantes, fixadores e modeladores. Ainda assim, o setor de higiene pessoal movimenta mais do que o dobro do faturamento dos cosméticos, pois é o setor que vende para as classes C e D.

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