Economia
Aplica��o de c�mbio cresce em Alagoas
| DA EDITORIA DE ECONOMIA Com informações do BNB O Estado de Alagoas foi destaque nas aplicações de câmbio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em 2005. De acordo com dados da instituição financeira, os investimentos em produtos de câmbio pelo BNB em Alagoas somaram R$ 225,6 milhões no ano passado, quase a metade das aplicações de câmbio do banco em toda a sua área de atuação (Nordeste e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), no mesmo período (cerca de R$ 459 milhões). Acompanhando o aumento das exportações alagoanas em 2005 (27,56%), o Banco do Nordeste também registrou crescimento em seus números de aplicações de câmbio no Estado: cerca de 159% se comparado ao resultado de 2004. Segundo o superintendente do BNB em Alagoas, Expedito Neiva Santos, a retomada do crédito ao setor sucroalcooeiro, possibilitando o atendimento a uma demanda reprimida durante mais de dez anos em que o banco deixou de investir nesse setor, bem como os financiamentos ao setor petroquímico, podem ter contribuído para o crescimento das exportações alagoanas. ?Um reflexo disso foi o aumento da procura pelos produtos de câmbio do BNB, destinados principalmente à aquisição de crédito para viabilizar a produção da mercadoria que vai embarcar, ou ao adiantamento do valor do produto exportado?, esclarece. Neiva Santos cita, ainda, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ressaltando que, em 2005, os produtos derivados da cana-de-açúcar representaram 88,67% da pauta exportadora alagoana. ?Além disso, percebe-se aumento de 135,07% nas exportações do Policloreto de Vinila (PVC) no ano passado, em relação a 2004?. Para o gerente da Agência Maceió-Farol do BNB, Enildo Lemos, um bom exemplo é o da Usina Laginha, uma das beneficiadas pela volta das operações com o setor. Segundo o MDIC, a Laginha exportou mais 34,78% em 2005 se comparado às exportações do ano anterior. ?Justamente em 2005, a Laginha iniciou suas contratações em câmbio no BNB, obtendo facilidades nas operações de comércio exterior?, disse. ### Banco atende a vários segmentos O principal cliente de câmbio do BNB no Estado é a Copertrading, que comercializa os produtos da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas. A empresa liderou, em 2005, o ranking das exportadoras alagoanas, com aumento de 11,38% das exportações no ano passado. Nos produtos de câmbio, além de empresas do setor sucroalcooleiro, o BNB em Alagoas também opera com os setores de pescados e artesanato, bem como o de máquinas e equipamentos. Nas operações de câmbio, os principais países importadores dos produtos alagoanos são a Rússia, com a participação na compra de 31,58% da pauta do Estado, seguida dos EUA e Japão, conforme relatório do MDIC. Segundo o ministério, em 2005, as exportações alagoanas para os EUA cresceram 92,4%. O BNB opera com o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e o Adiantamento sobre Contrato de Exportação (ACE). O primeiro dá suporte financeiro à exportação, mediante o adiantamento, total ou parcial, de recursos para a aquisição de insumos, matérias-primas e outros instrumentos para a produção da mercadoria para embarque. No caso de mercadorias já embarcadas, o ACE permite antecipar o valor da operação, possibilitando ao exportador negociar prazos mais longos para a compra de seus produtos. ### Real é moeda que mais sobe na AL Fabrício Vieira Folhapress São Paulo - Nos três últimos anos, o real foi a moeda que mais se fortaleceu diante do dólar dentre os principais países da América Latina. No período, o dólar teve desvalorização de 33,75% diante do real. Em segundo lugar ficou o peso chileno, diante do qual a moeda norte-americana caiu 28,90%. Os dados foram levantados pela Economática, que levou em consideração a Ptax, média do dólar calculada pelo Banco Central (BC) para chegar aos resultados. O estudo engloba os anos de 2003, 2004 e 2005. Dos países estudados, apenas México e Venezuela viram suas moedas perderem valor frente ao dólar no acumulado dos últimos três anos. A moeda dos EUA subiu 3,12% em relação ao peso mexicano e 53,24% diante da moeda venezuelana no período. Cotação No mercado de câmbio na última sexta-feira o dólar subiu. A alta de 0,49% fez com que a moeda fechasse a R$ 2,276. Mas no acumulado da semana o dólar caiu 0,26%. ?Existe um grande comprador de dólar, que é o BC, que tem sido o responsável direto pela não-valorização adicional do real?, diz análise da Modal Asset, dirigida por Alexandre Póvoa. ?Mas em meados de fevereiro, com toda a dívida cambial protegida, a autoridade monetária terá poucos argumentos defensáveis para continuar intervindo na moeda sem afetar a credibilidade do sistema de câmbio flutuante?, completa a análise. Na semana passada, o Banco Central comprou um montante estimado por operadores em pelo menos US$ 2,5 bilhões, tanto por intervenções no mercado futuro quanto no à vista. Nesta segunda-feira, a autoridade monetária brasileira deve comprar, segundo informou na última sexta-feira, aproximadamente US$ 415 milhões do mercado futuro.