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Brasil j� tem d�vida interna de R$ 979 bi

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| Janaína Leite Folhapress São Paulo - A dívida interna do País em títulos públicos emitidos pelo governo federal bateu R$ 979,9 bilhões em 2005 e deverá crescer até 22,5% neste ano, afirmou ontem, em São Paulo, o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. Caso a projeção seja confirmada, o estoque de papéis em poder do mercado corresponderá a R$ 1,2 trilhão em 31 de dezembro. Desde o início do atual governo, a dívida mobiliária federal interna saltou 57,2%. Ao fim de 2002, o valor correspondia a R$ 623,2 bilhões. Levando-se em conta também títulos e contratos negociados no mercado externo, o Brasil fechou 2005 devendo R$ 1,16 trilhão. Esse total, conforme os técnicos do Tesouro, pode subir até R$ 1,36 trilhão neste ano. Os números foram apresentados durante a divulgação do Plano Anual de Financiamento da dívida pública (PAF). A pretensão da equipe econômica, explicou Levy, é melhorar o perfil da dívida mobiliária federal interna em 2006, diminuindo a proporção de títulos pós-fixados (aqueles corrigidos pela taxa Selic - os juros básicos do País, hoje em 18% ao ano) e cambiais (atrelados à moeda estrangeira). Em compensação, o Tesouro deverá ofertar papéis com remuneração prefixada. Quando precisa de dinheiro, o governo procura uma forma de se financiar. Pode pegar dinheiro emprestado no exterior, prensar mais papel-moeda ou emitir títulos. Esses papéis têm a promessa de que serão recomprados no futuro pelo governo, sob determinadas condições. Uma delas é o tipo de correção monetária à qual o título está submetido. Atualmente, 51,8% da dívida mobiliária federal em poder do mercado é atualizada de acordo com os juros básicos. Como no Brasil a taxa está entre as maiores do mundo, a conta fica ?salgada?. ?A intenção é baixar esse porcentual para algo em torno de 40% em 2006?, disse o secretário. As estimativas do PAF, contudo, prevêem em um cenário menos otimista, os pós-fixados corresponderem no fim deste ano a 48% do total da dívida.

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