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Economia

Distribuidor nega aumento no lucro

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| Folha Online São Paulo A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) encaminhou carta ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, em que nega que o aumento do preço do álcool hidratado reportado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na última semana seja conseqüência do aumento da margem de lucro das distribuidoras. Na carta, o presidente da federação, Luiz Gil Siuffo Pereira, disse que o aumento de preços é decorrência, entre outras coisas, do período de entressafra e da maior demanda por veículos bicombustíveis. O governo fechou um acordo com usineiros na semana passada para limitar o aumento do álcool. Os usineiros concordaram em reduzir o preço do álcool anidro (usado na mistura com a gasolina) de R$ 1,08 para R$ 1,05 para os distribuidores, o que, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, foi respeitado. A ANP constatou, porém, que o preço do litro do álcool hidratado cobrado pelas distribuidoras dos postos subiu de R$ 1,473 para R$ 1,520, apesar da queda no preço das usinas. ?O argumento para o aumento não é pressão de custos, mas de demanda. Na entressafra, a demanda se mantém estável (até em crescimento em função do aumento dos veículos flex-fuel) e a oferta diminui. Prevalece, no caso, a lei do mercado, que não se vê presente quando a produção aumenta?, diz a federação. Segundo a Fecombustíveis, a solução para o aumento do álcool seria a redução da mistura de 25% para 20% de álcool anidro na gasolina. ?Estima-se que a cada ponto percentual reduzido aumenta-se a oferta em 20 milhões de litros por mês. Logo, se o problema é criado pela oferta, a solução seria dada pela própria oferta, acreditando-se que a lei do mercado funcionaria no mesmo sentido, mas na direção inversa, ou seja, ampliada a oferta o preço deveria cair, e cair bem além dos R$ 0,03/litro acordados entre representantes do governo e dos produtores?. A Fecombustíveis fez ainda críticas à convocação do Ministério da Agricultura para discutir os preços cobrados ao consumidor.

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