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AL busca apoio de minist�rio para Adeal

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| Luiza Barreiros Repórter Uma comissão mista ? formada por membros de órgãos do governo e da sociedade civil ? irá a Brasília no próximo dia 25 para pedir apoio do Ministério da Agricultura para a Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas (Adeal). Segundo o secretário de Agricultura, Kléber Torres, além de pedir mais recursos para a agência, a comissão pedirá o apoio do secretário-executivo de Defesa Agropecuária do Ministério, Gabriel Maciel, para agilizar o processo de mudança da classificação de Zona de Risco Desconhecido da Aftosa para Zona de Risco Médio. Ainda segundo o secretário Kléber Tenório, para que essa mudança de classificação ocorra, o Ministério da Agricultura exige o cumprimento de 13 metas por parte do governo, entre elas, a criação da Agência de Defesa Agropecuária, cuja lei de criação foi sancionada no início do ano pelo governador Ronaldo Lessa (PDT). ?Das 13 metas, nós já cumprimos as principais, as consideradas mais difíceis?, explica o secretário, citando a criação da legislação sobre o tema, da agência e de um fundo privado para defesa agropecuária. Além disso, segundo ele, Alagoas conseguiu cumprir e superar a meta de vacinação do rebanho. ?O ministério exige a vacinação e declaração de 80% do rebanho e cada município. Nós superamos essa meta vacinando 100% do rebanho de 92 dos 102 municípios e mais de 80% dos outros nove municípios restantes?, explicou. Segundo ele, as outras metas, como a estruturação e reforço das barreiras agropecuárias nas divisas, terão que ser cumpridas pela recém-criada agência. ?A Agência terá que criar barreiras móveis, informatizar os escritórios, fazer cursos de capacitação e adquirir mais veículos?, explicou. Para isso, o Estado já recebeu do Ministério da Agricultura uma verba de R$ 1,3 milhão, sendo que R$ 1 milhão é destinado à defesa animal e R$ 300 mil à defesa vegetal. O orçamento da Agência para todo o ano em verbas próprias do Estado é de R$ 2,7 milhões. Apesar de não registrar um só caso de febre aftosa há seis anos, o Estado de Alagoas não tem autorização para comercializar seu rebanho nas divisas com Sergipe, Bahia e Pernambuco. Alguns produtos, como o leite pausterizado e queijos são comercializados passando pela barreira epidemiológica que existe nas divisas entre Alagoas e Pernambuco, pelos municípios de Bom Conselho e Maragogi. ### Aftosa fecha mais um frigorífico em MS Ana Raquel Copetti Folhapress Campo Alegre - O grupo Margen, segunda maior empresa frigorífica do Brasil, vai fechar mais uma de suas unidades no País. A filial de Três Lagoas (MS) é a sétima a encerrar as atividades neste ano. Na próxima segunda, 430 funcionários recebem o aviso prévio. Na primeira semana de janeiro, a empresa anunciou o fechamento de seis unidades em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Com o fechamento em Três Lagoas, sobe de 1.810 para 2.240 o número de funcionários que perderão o emprego. Das 17 unidades que a empresa tinha no início do ano, apenas dez continuarão abertas. A empresa vai reduzir o número de abates de 6.000 para 3.000 por mês. O fechamento, segundo o gerente administrativo da Margen, Adalberto José da Silva, é conseqüência da crise na pecuária provocada pela descoberta dos focos de aftosa em Mato Grosso do Sul, em outubro, e da desvalorização do rebanho com a política econômica do governo federal. As sete unidades a serem fechadas, de acordo com o gerente, não têm rendimento suficiente para justificar o funcionamento. ?A empresa analisou cada filial e optou por encerrar as atividades onde já não havia lucro para evitar prejuízos altos?, afirma Silva. Na semana passada, dirigentes da Margen reuniram-se com representantes do Ministério do Trabalho e solicitaram cartas de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para ajudar a escoar a carne. Segundo Adalberto José da Silva, o governo disse que há a possibilidade de repasse de R$ 4 milhões, mas o valor não estaria disponível ainda. ### Argentina libera compra de suínos Folha Online São Paulo O Ministério da Agricultura informou que os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul já podem retomar as exportações de carne suína para a Argentina, suspensas desde a notificação de suspeita da ocorrência de focos de aftosa nos Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná. A informação é do diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Caetano Júnior. Ele explicou que numa reunião, realizada em dezembro último, com técnicos do Serviço Nacional de Segurança Agroalimentar da Argentina (Senasa) a Argentina aprovou os certificados sanitários para as vendas do produto procedente desses Estados. Os importadores argentinos já podem solicitar ao Senasa as autorizações de importação condicionadas ao cumprimento dos certificados aprovados pelos dois países. ?De janeiro a dezembro do ano passado, as vendas de carne suína brasileira para a Argentina renderam US$ 28,6 milhões. Já o total das exportações do produto para mais de 80 países superou US$ 1,1 bilhão em 2005?, diz Caetano. Técnicos da União européia vão visitar propriedades rurais e frigoríficos no Mato Grosso do Sul e Paraná para avaliar as ações adotadas no Brasil para a erradicação dos focos de febre aftosa identificados nos dois Estados no ano passado. A União Européia suspendeu, em outubro, as importações de carne brasileira proveniente dos dois Estados e também de São Paulo, por causa do risco de contaminação por aftosa.

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