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Tabela do imposto ter� reajuste de 8%

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| Folhapress Brasília O governo anunciou ontem o reajuste da tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas em 8%. Segundo o ministro Luiz Marinho (Trabalho), o desconto de IR que é feito no contracheque do trabalhador valerá a partir do salário de fevereiro. Uma medida provisória deverá ser editada nos próximos dias com a correção da tabela, que representará uma renúncia fiscal de R$ 2,5 bilhões para União, Estados e municípios. A correção também será aplicada às deduções com educação e com dependentes. O ministro explicou que, nesse caso, o reajuste é válido para os 12 meses de 2006. Essas deduções são calculadas no momento em que o contribuinte faz a declaração de ajuste anual, o que só acontecerá no próximo ano para os rendimentos deste ano. Quando o trabalhador fizer a sua declaração do Imposto de Renda terá um limite maior para dedução desses gastos. Apesar de o ministro ter garantido que a vigência da nova tabela será a partir de fevereiro, os sindicalistas deixaram a reunião com o governo confusos. A Força Sindical estava convencida de que o aumento valeria a partir do mês que vem, enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmava que a correção seria retroativa a janeiro. Na reunião com os sindicalistas, ontem, em Brasília, o governo também se comprometeu a voltar a discutir a correção da tabela neste ano. A intenção é zerar a inflação acumulada ao longo dos quatro anos da gestão Lula. Indexação No ano passado, a tabela foi reajustada em 10%. Com a correção de mais 8%, ainda restam 4,6% a serem aplicados, além da inflação deste ano. No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a tabela de Imposto de Renda foi reajustada em 2002 em 17,5%. A equipe econômica é contra a correção da tabela de IR por avaliar que se trata de uma volta aos tempo da indexação. A Receita Federal sempre destaca que apenas 7% dos brasileiros pagam Imposto de Renda e defendem a ampliação da base de contribuintes - o que é feito automaticamente com o congelamento da tabela. Diferentemente da visão da equipe econômica, Marinho discordou ontem de que a correção do IR represente renúncia fiscal. ?Significa uma injeção de recursos na economia?, disse o ministro. Inicialmente, o governo se propôs a reajustar a tabela em 7%, pois seria uma forma de garantir um aumento maior para o salário mínimo. As centrais sindicais, porém, pressionavam por correção de 13%. Depois recuaram para 10% e, finalmente, fincaram o pé em 8%.

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