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Previd�ncia deve ter d�ficit de R$ 50 bi

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| Folhapress Brasília O aumento do salário mínimo para R$ 350 a partir de abril empurrará o déficit da Previdência Social para a casa dos R$ 50 bilhões. No ano passado, as contas previdenciárias fecharam com um saldo negativo de R$ 37,6 bilhões e, na proposta orçamentária para 2006, a hipótese mais pessimista previa um rombo de R$ 46,1 bilhões neste ano. O reajuste anunciado ontem pelo governo beneficiará 13 milhões de aposentados e pensionistas que ganham até um salário mínimo. Outros 2,7 milhões de brasileiros que recebem benefícios assistenciais também terão direito ao aumento. Nesse caso, no entanto, o custo do aumento não recai sobre o caixa da Previdência - o efeito é direto nas contas do Tesouro Nacional. Também fica de fora do caixa da Previdência o pagamento de outros benefícios atrelados ao salário mínimo, como o seguro-desemprego e o abono salarial do PIS/Pasep (conhecido como 14º salário). Esses benefícios são pagos com dinheiro proveniente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Com o aumento real do piso salarial, os mais de 8 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo começarão a pressionar o governo por reajustes equivalentes. Os aposentados protestam contra essa política e argumentam que isso vem achatando o valor dos benefícios do INSS. No ano passado, eles receberam um reajuste de 6,35%. Para os benefícios equivalentes ao mínimo, houve aumento acima da inflação de 7,9%, segundo dados do governo. Em 2004, os aposentados que ganham acima do piso salarial tiveram reajuste de 4,56%, enquanto os demais ganharam aumento de 8,3%. O ganho real foi de 2,2%. O reajuste de quem ganha mais de um salário mínimo deverá ficar próximo de 5% e deverá ser concedido somente em junho. R$ 1,25 bi circulando O reajuste do salário mínimo deve injetar mensalmente R$ 1,25 bilhão na economia, de acordo com estimativa da Federação do Comércio do Estado (Fecomercio) de São Paulo. De acordo com a federação, essa composição deve produzir um aumento de despesas com a Previdência da ordem de R$ 750 milhões por mês. A Fecomercio não demonstra otimismo em relação ao impacto do aumento do mínimo sobre o consumo. Segundo a federação, caso todo esse volume de recursos seja canalizado para o consumo, o impacto seria de menos de 3% no valor total mensal de comércio que é de cerca de R$ 45 bilhões. A Fecomercio avalia que parcela significativa dos recursos do novo mínimo será usada para quitar pendências financeiras, uma vez que o maior nível de endividamento se encontra entre as pessoas que recebem baixos salários.

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