Economia
PFL prop�e elevar m�nimo para R$ 375
| Ana Paula Ribeiro Folhapress Brasília - O vice-líder do PFL, Pauderney Avelino (AM), apresentou um projeto que eleva o salário mínimo neste ano de R$ 300 para R$ 375. Anteontem, o governo anunciou que vai editar medida provisória que reajuste o valor do mínimo para R$ 350 a partir de abril. A proposta teve apoio das centrais sindicais porque antecipa em um mês o reajuste, que normalmente começa a ser pago em maio. Além disso, o governo afirma que o aumento real (já descontada a inflação) deste ano será de 13%, o maior da última década. Para o deputado pefelista, no entanto, o governo poderia pagar o reajuste para R$ 375 com recursos extras que virão do excesso de arrecadação em 2006. Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada no ano passado, a carga tributária federal deve ficar limitada a 16% do Produto Interno Bruto (PIB). ?O governo trabalha com uma carga de 16%. Vai ficar muito mais do que isso e no ano que vem não será diferente?, disse. A proposta de Avelino precisa, no entanto, conquistar o apoio de outros deputados. E eles deverão sofrer a pressão de boa parte das prefeituras, que não têm condições de arcar com um mínimo maior. O ministro Nelson Machado (Previdência) irá coordenar um calendário de discussões com as centrais sindicais para discutir o valor do reajuste aos aposentados e pensionistas que ganham mais que o salário mínimo. A informação é do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que ontem participou de audiência na comissão do salário mínimo, no Senado. No entanto, Marinho já sinalizou que os demais aposentados e pensionistas não terão um reajuste tão alto. A antecipação do reajuste também será estudada. No ano passado, o reajuste para essa parcela dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No ano passado, a inflação registrada por esse índice foi de 5,05%. A elevação do mínimo deve alterar o valor de outros benefícios, como o seguro-desemprego e o abono do PIS e Pasep. Os benefícios que são calculados com base no mínimo também devem ser alterados a partir de abril. A parcela máxima do seguro-desemprego deve passar de R$ 561,31 para R$ 654,88. A parcela mínima deve subir de R$ 300 para R$ 350. O abono PIS e Pasep também passará de R$ 300 para R$ 350.