Economia
Venda externa deve crescer 10% em rela��o a 2005
| GLOBO ONLINE Brasília O economista da Confederação Nacional da Indústria, Marcelo Azevedo afirma que não há sinais de que haja uma reversão nos preços internacionais ainda este ano. Mas destaca que esse é um fator que escapa do controle de políticas macroeconômicas brasileiras. A previsão é de que a China e os Estados Unidos deverão manter a demanda aquecida em 2006, o que deve segurar os preços. ?Não se pode prever por quanto tempo esse movimento vai durar, mas não há sinais de reversão para este ano?, diz o economista. Azevedo lembra que o Fundo Monetário Internacional (FMI) não prevê alteração no ritmo de crescimento mundial em relação a 2005, mas destaca fatores de risco de menor expansão para este ano, como aumento de juros nos Estados Unidos e pressões sobre os preços do petróleo. Para o FMI, a economia mundial deverá crescer 4,3% em 2006. Apesar dos efeitos da valorização do real na rentabilidade das exportações, a CNI estima que as vendas externas brasileiras deverão crescer 10% neste ano na comparação com 2005 e atingir US$ 130 bilhões. Mesmo que não haja uma recuperação expressiva da demanda interna, por causa da postura cautelosa do Banco Central no corte de juros, as importações também continuarão crescendo e deverão atingir US$ 86,5 bilhões. Com isso, o superávit comercial estimado pela CNI para 2006 será de US$ 43,5 bilhões. O boletim Comércio Exterior em Perspectiva também traz a análise da entidade sobre os efeitos da adesão da Venezuela ao Mercosul. Outro assunto de destaque da publicação são as negociações comerciais entre os grandes importadores mundiais - EUA e União Européia - e a China. A informação está publicada no site da CNI.