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Economia

Estados Unidos crescem 3,5% em 2005

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| Iuri Dantas Folhapress Washington - A economia dos EUA, a maior do mundo, fechou 2005 com expansão de 3,5%, contra 4,2% em 2004, com boa parte da queda influenciada pelos números do quarto trimestre, quando o PIB cresceu só 1,1%, contra previsão de 2,8% do mercado (os números ainda serão revisados duas vezes). Foi o menor ritmo de crescimento desde o quarto trimestre de 2002. A queda no consumo e nos investimentos das empresas explicam em boa parte os resultados. O PIB fechou o ano em US$ 11,2 trilhões. As compras de automóveis desabaram 66% no último trimestre. No ano, caíram 5,3%. Os números não afetaram Wall Street, que comemorou os bons resultados de grandes empresas, nem o secretário do Tesouro, John Snow: ?Não daria muita importância aos números, anômalos de certa forma, por refletirem alguns fatores especiais. Não são consistentes com outros dados da economia dos EUA que desenham um quadro de bom crescimento?, comentou em nota. Segundo o Departamento do Trabalho, que administra os dados, a queda no PIB no quarto trimestre do ano passado se deve a aumentos nas importações, redução dos gastos públicos e desaceleração nas compras de equipamentos e software, além de redução nos investimentos residenciais. O consumo de bens duráveis, em especial os automóveis, apresentou significativa queda de 17,5% nos três últimos meses. As importações tiveram alta de 9,1%, e as exportações, 2,4%. Analistas ouvidos pela reportagem se dividem sobre o desempenho da economia em 2006, mas concordam nos efeitos que o último trimestre causará no PIB dos próximos meses. A queda no consumo pessoal, responsável por dois terços da economia dos EUA, causou preocupação. Para Barry Bosworth, do Instituto Brookings, ?a recuperação do dólar tem minado qualquer recuperação nas exportações?. ?A alta continuada dos preços do petróleo também vai enfraquecer a balança comercial e reduzir as expectativas para o PIB?, disse. Segundo o co-diretor do Centro de Pesquisa Política e Econômica, Dean Baker, o déficit comercial vai seguir aumentando, a menos que haja uma queda do dólar, o que ele não prevê em 2006. Na avaliação de Pavlina Tcherneva, do Departamento de Economia da Universidade de Missouri, faltam fundamentos para um crescimento sustentável. E o consumo precisa aumentar, com alguma ajuda do governo. ?Os números mostram que os balanços do setor privado não melhoraram o suficiente para fornecer a demanda necessária para o crescimento. Os gastos militares ajudaram alguma coisa, mas não muito. A recuperação é frágil?, diz.

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