Economia
Bol�via estuda aumentar pre�o do g�s
| Folha Online São Paulo Pouco depois de tomar posse, o novo presidente interino da YPFB [estatal boliviana de energia], Jorge Alvarado, disse que o governo boliviano suspendeu a assinatura de novos contratos de exportação de gás até ter novos preços de venda do insumo. A informação foi divulgada pelo site do jornal boliviano ?La Razón?. ?Nós temos evitado que se faça esta ampliação [de contratos], enquanto tomamos pé da YPFB e podemos analisar preços justos para a Bolívia e para ambos países: Argentina e Brasil.? Atualmente, a Petrobras importa cerca de 28 milhões de metros cúbicos de gás ao dia, pouco menos do que a capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil (30 milhões de metros cúbicos). A demanda de gás no país aumenta na casa de 10% ao ano. Já a Argentina recebe 5,5 milhões de metros cúbicos para um contrato de 7,7 milhões de metros cúbicos. Alvarado disse que uma equipe técnica trabalha na elaboração do cálculo do novo preço do gás boliviano, mas adiantou que não suspenderá o abastecimento para Argentina por considerar que uma ação como esta ?pode trazer problemas de caráter internacional?. Ele também anunciou que o preço do gás boliviano será próprio e não tomará como parâmetro outros mercados. Ele não descartou revisar o contrato firmado com o Brasil. No ano passado, a Bolívia aprovou sua nova Lei de Hidrocarbonetos, que elevou a tributação sobre o petróleo e o gás de 18% para 50%, o que gerou o descontentamento de petroleiras instaladas no país. Segundo a agência de notícias France Presse, Alvarado anunciou um plano de recuperação de duas refinarias e de 20 postos de combustível. ?Esse vai ser o primeiro passo?, afirmou ele sobre o ?resgate? das refinarias no centro e no leste do país, gerenciadas pela Petrobras. As duas refinarias da Petrobras naquele país juntas têm capacidade de 40 mil barris por dia. Procurada, a Petrobras informou que não comenta o assunto.