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Nº 5729
Economia

Ajuste fiscal fica acima da meta em 2005

| Julianna Sofia Folhapress Brasília - O aumento da carga tributária federal ajudou o governo a realizar um ajuste fiscal em 2005 superior à meta fixada para o ano. A economia para pagar juros da dívida pública somou R$ 52,5 bilhões no ano passado, fica

Por | Edição do dia 29/01/2006 - Matéria atualizada em 29/01/2006 às 00h00

| Julianna Sofia Folhapress Brasília - O aumento da carga tributária federal ajudou o governo a realizar um ajuste fiscal em 2005 superior à meta fixada para o ano. A economia para pagar juros da dívida pública somou R$ 52,5 bilhões no ano passado, ficando R$ 6,2 bilhões acima do previsto. Em 2005, o total arrecadado com impostos e contribuições pelo governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) representou 25,26% do PIB (soma das riquezas produzidas no país). Em 2004, o resultado foi de 23,75%. O aumento vai contra o compromisso do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de não elevar a carga tributária. “Há indícios, sim, de que aumentou a arrecadação em relação ao PIB. Mas também pode se dizer que houve estabilidade, já que não houve esforço de elevar alíquotas ou aumentar a base de contribuintes. Fizemos o possível para reduzir impostos ao longo do ano. Esse esforço não se extingue”, justificou o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. Não esperado O principal motivo para a elevação na receita em 2005, argumenta o secretário, foi o crescimento não esperado na arrecadação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). São tributos que incidem sobre o lucro das empresas. “Houve um elemento inesperado decorrente do aumento da lucratividade das empresas”, disse Levy. O superávit primário (receitas menos despesas, exceto os juros da dívida) esperado para 2005 era de R$ 46,3 bilhões. Isso equivale a 2,38% do PIB, de acordo com os cálculos oficiais. O resultado, no entanto, superou a expectativa e alcançou 2,72%. O Tesouro destaca que, em relação ao PIB, o número ficou abaixo do verificado em 2004: 2,79%. “Foi um bom resultado que traz tranqüilidade para contas públicas. Foi uma boa surpresa. Eu não diria exagerada, pois ficou marginalmente mais alta. É uma margenzinha que não é muito grande, mas nos dá segurança”, afirmou.

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