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Economia

Comerciantes de feira ser�o orientados

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| Maikel Marques Repórter Arapiraca - Técnicos e veterinários da Secretaria de Agricultura de Palmeira dos Índios vão à feira do gado de Canafístula de Frei Damião, nesta segunda-feira pela manhã, para explicar aos comerciantes de bovinos que o município cumprirá todas as determinações da Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro), que a partir de primeiro de fevereiro restringirá a exportação de bovinos e a comercialização de derivados de leite de Alagoas para municípios do Estado vizinho. ?Vamos conscientizar os produtores da necessidade de cumprir com rigor as novas regras impostas pelo Governo de Pernambuco para a exportação e importação de bovinos comercializados na feira do gado de Canafístula?, explicou à Gazeta o prefeito Albérico Cordeiro (PMDB). Em nota enviada à Gazeta no final da tarde de sexta-feira, a prefeitura justifica que não mobilizará equipes técnicas numa campanha geral para evitar qualquer caso de febre aftosa em seu território. A preocupação do governo de Palmeira dos Índios se deve ao fato de que, a partir de 1º de fevereiro [próxima quarta-feira], a exportação de bovinos de Alagoas para Pernambuco só será permitida pela rodovia que liga Palmeira dos Índios à cidade de Bom Conselho (PE), onde está montado o posto de fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro). ?Deixamos claro que não se registra casos de febre aftosa há muito tempo no município?, avisa o prefeito Albérico Cordeiro. Prejuízos ao comércio A comercialização de bovinos entre Alagoas e Pernambuco movimenta valores altos principalmente às segundas e terças-feiras, quando da realização das feiras de gado de Palmeira dos Índios [em Canafístula de Frei Damião] e de Dois Riachos. De acordo com Jair Virgínio, presidente da Adagro/PE, o animal comprado em Alagoas só poderá ser comercializado em Pernambuco depois do cumprimento de quarentena de 15 dias em território do Estado comprador. Na edição do último domingo, a Gazeta publicou reportagem sobre as restrições impostas pelo Governo de Pernambuco ao agronegócio de Alagoas. Caso as regras sejam cumpridas à risca, a Bacia Leiteira de Alagoas deve ser uma das mais penalizadas. Produtores da região exportam para Pernambuco mais de 75 toneladas de queijo coalho por mês. Como não dispõe do Selo de Inspeção Federal (SIF), o negócio pode ficar inviável caso a produção seja escoada de forma legal. ?Só aceitaremos queijo que tiver o selo do SIF?, avisou Jair Virgínio, diretor da Adagro. Cumprindo determinações do Governo Federal, o Estado de Pernambuco impôs restrições a Alagoas depois de conseguir do Ministério da Agricultura mudança de classificação de ?zona de risco desconhecido? para ?zona de risco médio? no que se refere à febre Aftosa. Enquanto não sair da zona de risco desconhecido, Alagoas tende a ficar isolada no cenário do agronegócio nordestino.

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