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Nº 5731
Economia

AL obt�m 51,97% da cota de exporta��o

| PETRÔNIO VIANA Repórter O Estado de Alagoas ficou com a maior parte, entre os estados do Nordeste, na distribuição da cota de exportação de açúcar para os Estados Unidos (EUA), com 51,97% do total. De acordo com a decisão, o governo federal respeitou

Por | Edição do dia 02/02/2006 - Matéria atualizada em 02/02/2006 às 00h00

| PETRÔNIO VIANA Repórter O Estado de Alagoas ficou com a maior parte, entre os estados do Nordeste, na distribuição da cota de exportação de açúcar para os Estados Unidos (EUA), com 51,97% do total. De acordo com a decisão, o governo federal respeitou o princípio da proporcionalidade, ou seja, os estados que possuem uma produção maior têm direito a parcelas maiores de participação na cota de exportação. O Ministério da Agricultura, responsável pela partilha da cota de exportações, leva em consideração a percentagem da produção por unidade produtora, eliminando o conceito estadual. Como as usinas alagoanas produzem a maior parte do açúcar da Região Nordeste, teve um aumento de participação na cota de 46,41% para os 51,97% divulgados ontem. O governo federal calcula que o Estado exporte em torno de 21,8 mil toneladas curtas de açúcar para os EUA nos próximos meses. Uma tonelada curta equivale a 1,1023 toneladas métricas, utilizadas no Brasil. A definição sobre a “cota americana”, como é conhecido o acordo para a exportação do produto para os EUA, feita apenas peloS Estados nordestinos, foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Em virtude dos furacões que ocorreram no país no ano passado, foi concedido um adicional de 42,09 mil toneladas curtas de açúcar para as usinas do Nordeste. Os EUA importam cerca de 1,5 milhão de toneladas de açúcar de outros países. O Estado de Pernambuco havia questionado judicialmente a distribuição da cota, mas seus recursos se esgotaram no mês de janeiro, quando o Tribunal Regiona Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife, negou a última alternativa dos pernambucanos de conseguirem um aumento da sua participação. O Estado alegava rezões sociais para um incremento da sua participação. O presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, contestava, no mês passado, os argumentos dos pernambucanos. “Qualquer trepidação no setor afeta mais os alagoanos. Além disso, nossos índices sociais são piores que os de Pernambuco. Pelo critério social, nós também precisamos mais da cota que eles”, lembrou. A decisão do TRF-5 tornou possível a deliberação por parte do Ministério da Agricultura. A parcela da cota para Pernambuco sofreu uma queda de 40,52% para 32,26%.

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