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Nº 5729
Economia

Fipe prev� queda de infla��o e aposta em 0,10% este m�s

| Fabiana Parajara Globo Online São Paulo - O aumento de preços detectado pelos índices de inflação no começo deste ano parece não ter passado de um susto. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) prevê uma inflação de apenas 0,10% na cidade

Por | Edição do dia 05/02/2006 - Matéria atualizada em 05/02/2006 às 00h00

| Fabiana Parajara Globo Online São Paulo - O aumento de preços detectado pelos índices de inflação no começo deste ano parece não ter passado de um susto. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) prevê uma inflação de apenas 0,10% na cidade de São Paulo em fevereiro. Até mesmo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de janeiro surpreendeu e ficou abaixo da estimativa da entidade. O IPC fechou janeiro com alta de 0,5%, inferior ao percentual de 0,6% previsto. Foi a menor taxa para um mês de janeiro desde 2001, quando o IPC fechou o mês em 0,38%. “Foi uma surpresa favorável. Ela mostra que as altas das primeiras semanas não são uma tendência para o ano. Em 2005, janeiro também teve inflação acima do previsto, por causa dos problemas causados pela seca no sul do país. Neste ano, o susto ficou por conta do álcool combustível”, afirma Paulo Picchetti, coordenador da pesquisa, acrescentando que a expectativa da inflação para o ano está mantida em torno de 0,45%. A taxa no começo do ano mostrava trajetória ascendente. O IPC registrou alta de 0,46% nos preços na primeira semana do mês e de 0,59% na segunda. Na terceira prévia, o índice já atingia 0,62%. Na última semana, o IPC recuou. Segundo Picchetti, três grupos contribuíram para isso: pacotes de viagem, educação e alimentação. Os reajustes das mensalidades das instituições de ensino superior ficaram abaixo do esperado. Mesmo assim, Educação foi o item que apresentou maior alta de preços (4,51%), seguido por Transportes (1,10%), Despesas Pessoais (0,89%), Saúde (0,49%) e Habitação (0,23%). Alimentação (-0,21%) e Vestuário (0,23%) registraram deflação. Pelo levantamento da Fipe, apenas as escolas de ensino fundamental e médio aplicaram aumentos entre 7% e 8%, como era esperado. No ensino superior, a alta foi de 3,5%. Pichetti explica que o percentual menor reflete a queda no número de alunos matriculados, com possível aplicação de descontos nos valores da matrícula para garantir o preenchimento das vagas. Outro item que pesou na inflação de janeiro - o aumento nos preços dos pacotes de viagens - também deve deixar de pesar no índice a partir deste mês. “Ao contrário de outros anos, quando o preço dos pacotes subia apenas em dezembro, neste ano, houve aumento durante as três primeiras semanas. Isso deve ter causado um esgotamento da demanda. Na última semana do mês, os preços caíram 22,1%”, explica Picchetti. O licenciamento de veículos e o preço do álcool foram os que mais impulsionaram o item Transportes, com aumentos de 12,83% e de 10,13%, pela ordem. “O aumento verificado no começo de janeiro não é uma tendência. O preço do álcool tende a se estabilizar por conta do acordo entre governo e usineiros. Se houver antecipação da colheita para março, também ajuda”, diz Picchetti. Outros produtos, porém, puxaram o índice para baixo. A carne bovina continua com queda de preços. Nos últimos 12 meses, encerrados em janeiro, a carne bovina acumula queda de preços de 4,78%.

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