Economia
Padr�o sai em mar�o, diz Costa
| Fernando Itokazu Folhapress Brasília - A definição do modelo econômico que será adotado no Brasil com a tecnologia da TV digital vai acontecer somente no final deste mês ou no início de março. A informação é do ministro Hélio Costa (Comunicações). De acordo com o ministro, o decreto nº 4.901 estabelecia que a apresentação do relatório do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) com todos os estudos realizados sobre o assunto teria de ser feita até 10 de dezembro. Com esse documento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria que decidir sobre o modelo até sexta-feira, dia 10 deste mês, mas o relatório ainda não está pronto. ?O processo foi atrasado porque o dinheiro só começou a sair em julho e a partir daquele momento o projeto começou a ser desenvolvido?, disse Costa. O ministro afirmou que o relatório deve ficar pronto no início da semana que vem. Assim, segundo ele, a decisão só deve ser tomada em 20 ou 30 dias por causa do Carnaval e da viagem de Lula à África, iniciada ontem. O relatório agora pode ser concluído, já que o governo ouviu representantes japoneses, europeus e americanos sobre as características de seus sistemas de TV digital. Ontem, o governo se reuniu com os representantes dos EUA. Segundo Costa, os representantes norte-americanos disseram que em julho, com a melhora da portabilidade (que permite a recepção de dados em aparelhos portáteis) e mobilidade (em um carro, por exemplo), seu sistema será melhor que o dos europeus. ?Perguntei se eles estavam fazendo testes, e eles disseram que não?, afirmou Costa, que já manifestou sua preferência pelo padrão japonês e em nenhum momento disse que o padrão americano seria melhor que o japonês. Os enviados dos norte-americanos também ofereceram a conversão de royalties em investimentos, mas não em sua totalidade, enquanto os japoneses abriram mão de 100% dos royalties. Os europeus também se propuseram a investir os royalties em pesquisa no Brasil. Além disso, europeus e japoneses ofereceram financiamentos, respectivamente, de até 400 milhões de euros e de até US$ 300 milhões. Os americanos, de US$ 150 milhões.