Economia
Ind�stria cresceu em 12 regi�es do Pa�s
| Luciana Brafman Folhapress Rio de Janeiro - O crescimento de 3,1% da produção industrial brasileira registrado em 2005 foi resultado de uma expansão em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas no Rio Grande do Sul (-3,5%) e no Ceará (-1,6%), a produção recuou diante do resultado de 2004. O Amazonas foi o Estado que mais cresceu percentualmente (12,1%). Em seguida, vieram Minas Gerais (6,3%), Bahia (4,1%), São Paulo (3,8%), Pará (3,8%) e Goiás (3,2%), Estados que apresentaram taxas acima da média nacional. ?Esses locais têm presença forte da indústria de bens de consumo e são regiões onde as exportações têm bastante influência?, afirmou a economista Isabela Nunes, do IBGE, referindo-se a dois fatores que impulsionaram a produção no ano passado. No Rio Grande do Sul, a queda de 3,5% foi conseqüência, sobretudo, dos problemas climáticos que afetaram a região, com impacto na agroindústria. Com a queda na renda dos agricultores e expectativas desfavoráveis, devido à quebra de safra, caiu também a demanda por máquinas e equipamentos, cuja produção recuou 19,1%. A indústria gaúcha mostrou sinais negativos em 11 dos 14 ramos pesquisados. O segundo maior impacto negativo no Rio Grande do Sul foi no ramo de calçados e artigos de couro (-5,2%). No Ceará, esse segmento, cuja produção caiu 8,4% em relação a 2004, foi a principal causa da taxa negativa de 1,6% no ano. De acordo com Isabela Nunes, no setor de calçados houve dificuldade de exportar a produção por causa da taxa de câmbio valorizada. Além disso, os produtos nacionais sofrem no mercado interno com a concorrência de similares importados, beneficiados pelo dólar baixo. O Amazonas, área que liderou o crescimento percentual, com 12,1%, teve seu principal impulso na produção de material eletrônico e equipamentos de comunicações (23,9%). Isabela Nunes destaca os aparelhos celulares (bens de consumo não duráveis), cujas exportações cresceram quase 200% no ano. São Paulo, Estado com maior participação na indústria nacional (mais do que 40%), registrou taxa de 3,8%, bem inferior aos 11,8% de 2004. Ainda assim, apresentou crescimento em 13 das 20 atividades. ?O Estado é suficientemente grande para que o crescimento seja mais homogêneo?, afirmou Isabela Nunes. Os destaques em São Paulo foram os setores farmacêutico (26%) e de edição e impressão (18%). Entre os ramos que apresentaram resultados negativos no ano estão material eletrônico e equipamentos de comunicação (-6,0%) e têxtil (-7,7%). No Rio de Janeiro, a produção cresceu 2%, percentual abaixo da média do País e do ano anterior (2,4%). O destaque positivo foi a indústria extrativa (15%), que teve seu melhor resultado desde 2001, por causa do desempenho da atividade de petróleo e gás natural. A indústria de transformação fluminense, entretanto, recuou 0,6%, com queda em 7 dos 12 ramos industriais. Em nota, o IBGE ressaltou o movimento de desaceleração da indústria no segundo semestre do ano: ?Na passagem do primeiro para o segundo semestre do ano passado, acompanhando o movimento observado para indústria nacional, verificou-se desaceleração no ritmo de crescimento em 11 locais. Os movimentos mais acentuados de redução ocorreram no Amazonas, que passou de 20,2% no período janeiro-junho para 5,1% no segundo semestre, no Ceará (de 6,1% para -7,6%), Paraná (8,0% para -5,3%) e em Santa Catarina (de 6,5% para -5,5%)?.