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Alagoas inicia an�lise de potencial e�lico

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| DA EDITORIA DE ECONOMIA Alagoas terá, na próxima semana, duas torres de medição eólica. Elas serão instaladas em Marechal Deodoro e Coruripe, respectivamente nesta segunda-feira e quarta-feira. O objetivo do investimento é analisar, durante 12 meses, o potencial do Estado para a geração de energia alternativa. O investimento inicial para a pesquisa está previsto em R$ 200 mil por torre. Já a construção de um parque de captação de energia eólica deverá ter um investimento entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, e poderá gerar, no período de construção, cerca de 150 empregos diretos. Caso seja realmente confirmada a viabilidade energética, Alagoas será o primeiro estado do País a receber um parque eólico com investimento do grupo espanhol Taim-TFG. De acordo com estudos da Eletrobrás, Alagoas conta com três dos dez principais pontos eólicos do Nordeste. O diretor de novos desenvolvimentos da empresa, Jorge Gutiérrez, irá acompanhar a instalação das torres. Ele diz que poderá ser instalada mais uma torre, até o próximo mês, em Maragogi, por ter aparente potencial para geração de energia. O processo de análise será feito na sede da companhia, em Zaragoza, Espanha. ?Nós vamos fazer esse monitoramento para confirmar se os pontos indicados têm potencial de receber um parque eólico. Se sim, vamos investir no Estado?, afirma. O diretor acrescenta que cada parque deve ser instalado numa área de 52 hectares. O interesse do grupo em investir tem motivos claros: os incentivos do governo federal. Em 2002, diante da possibilidade de um novo ?apagão?, o Governo lançou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que visa diversificar a matriz energética nacional. O Programa, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), estabelece a contratação de 3.300 MW de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), produzidos por fontes eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), sendo 1.100 MW de cada fonte. Assim, as empresas interessadas teriam direito a financiamento e ainda teriam garantida a compra de toda a energia produzida. O empresário que decide investir pode fazer um planejamento e saber, pela produção, quanto vai receber todos os meses. Com olho nessa lei, a Secretaria Coordenadora de Desenvolvimento Econômico buscou mapear as potencialidades alagoanas (requisito básico para entrar no Programa), o que apresentou boas perspectivas na área de biomassa, gás natural e energia eólica. Na última segunda-feira, o secretário Arnóbio Cavalcanti firmou parceria com a Eletrobrás, no Rio de Janeiro, que vai mapear as potencialidades de investimentos do Estado. O convênio vale até novembro. ?Com esse mapeamento, Alagoas passa a ser um foco de investimentos na área?, assegura. O grupo mantém investimentos neste setor na China, em Portugal e na Espanha. Estudos como estes estão em fase de implantação em países como Polônia, Chile e Marrocos. ?Trabalhamos com fontes de energia renováveis e limpas. Essa é uma tendência mundial que deve chegar com muita força em Alagoas. Essa migração de modelo energético é um dos pontos do Protocolo de Kyoto?, completa Gutiérrez.

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