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Nº 5731
Economia

D�lar sobe, mas tend�ncia � de baixa

| Fabrício Vieira Folhapress São Paulo - A alta de 0,43% registrada pelo dólar na última sexta-feira não representou uma mudança na tendência de apreciação do real. Analistas avaliam que a subida foi apenas um soluço e o dólar tem tudo para seguir em ro

Por | Edição do dia 19/02/2006 - Matéria atualizada em 19/02/2006 às 00h00

| Fabrício Vieira Folhapress São Paulo - A alta de 0,43% registrada pelo dólar na última sexta-feira não representou uma mudança na tendência de apreciação do real. Analistas avaliam que a subida foi apenas um soluço e o dólar tem tudo para seguir em rota de baixa. A moeda norte-americana terminou as operações a R$ 2,125. Na abertura dos negócios, chegou a ser vendida a R$ 2,106. No começo da tarde da sexta-feira, o dólar começou a ganhar terreno diante do real. Operadores de tesourarias de bancos explicaram que algumas instituições financeiras aproveitaram o baixo volume de negócios para forçar a alta da moeda. Isso aconteceu porque sabiam que o BC compraria dólares a qualquer momento - e a autoridade monetária costuma pagar taxas próximas às praticadas no mercado de câmbio na hora do leilão. Assim, poderiam lucrar um pouco mais. Mas o BC aceitou comprar apenas uma quantidade pequena de dólares e de apenas um banco. A medida que passou a isentar os estrangeiros do pagamento de IR nos negócios feitos com títulos públicos ajudou a depreciar ainda mais a moeda norte-americana na semana. A decisão sobre a isenção tributária tende a fortalecer a apreciação do real, pois um volume maior de dólares deve desembarcar no mercado. Além do pequeno lote de dólares comprado no mercado à vista, o BC vendeu títulos de “swap cambial reverso”. A operação, que equivale à compra de dólares no mercado futuro, movimentou US$ 214 milhões. A isenção de IR para os estrangeiros também ajudou a derrubar os juros futuros nos últimos dias. O mercado espera que esse segmento de investidor aceite papéis públicos de prazos mais longos, o que ajudaria a derrubar as taxas pagas pelo governo. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a taxa no contrato DI mais negociado, que vence na virada do ano, recuou de 15,62% na quarta-feira para 15,46% na última sexta. Para a Bolsa de São Paulo, a semana foi bastante positiva. No período, a Bovespa subiu 3,91%. Depois de um começo de mês mais adverso, o mercado acionário se recuperou e registrou 0,10% em fevereiro.

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